Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD313
FIGUEIREDO, Inês Filipa Caldeira
Atuação policial, preconceito e minorias étnicas [Documento electrónico] : uma revisão da literatura / Inês Filipa Caldeira Figueiredo.- Lisboa : [s.n.], 2020.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação de mestrado em Ciências Policiais, área de especialização em Criminologia e Investigação Criminal, apresentada ao Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, elaborada sob a orientação de Nuno Caetano Lopes de Barros Poiares e Rui Costa Lopes. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 1,26 MB em formato PDF (ix, 106 p.).


UTILIZAÇÃO DE ARMA DE FOGO, ACTUAÇÃO POLICIAL, MINORIA ÉTNICA, TESE, PORTUGAL

Os polícias da Polícia de Segurança Pública (PSP), por vezes, no cumprimento da sua missão, têm de tomar decisões que podem resultar em graves consequências. Há situações em que se deparam com um ou vários suspeitos que, potencialmente, podem estar munidos com armas. Numa fração de segundos, a decisão de (não) disparar terá de ser tomada. Nessa medida, é importante aferir se, em certas decisões, podem existir questões étnicas subjacentes. O objetivo da presente investigação é apresentar um plano experimental que permita aferir a eventual (in)existência de influência da cor de pele/etnia dos suspeitos na tomada de decisão de disparar ou não disparar por parte dos polícias da PSP, com base num estudo experimental. Contudo não foi possível proceder à recolha de dados (por falta de autorização superior). Porém, é enunciada a pergunta de investigação, analisada a literatura inerente e desenvolvido o método necessário para uma eventual recolha de dados no futuro. São discutidos possíveis resultados - tanto poderiam indiciar a existência como a inexistência de enviesamentos discriminatórios (com base na etnia/cor de pele) nestas populações de polícias - e potenciais implicações deste fenómeno para a forma de pensar a atuação policial. É importante referir, que nos estudos apresentados aos participantes da polícia (Correl et al., 2002; Correl et al., 2007; Miller et al., 2012), os resultados revelaram que, no que toca à decisão de disparar, os polícias não detêm enviesamentos discriminatórios com base na cor de pele e etnia.