Centro de Documentação da PJ | ||||
| DURÃO, Susana Patrulha e proximidade [Documento electrónico] : uma etnografia da polícia em Lisboa / Susana Durão.- Lisboa : [s.n.], 2006.- 1 CD-ROM ; 12 cm Dissertação submetida como requesito parcial para obtenção do grau de Doutor em Antropologia das Sociedades Complexas, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE). Ficheiro de 10,3 Mb em formato pdf (455 p.).Também disponível através de: http://repositorio-iul.iscte.pt/bitstream/10071/274/4/Patrulha_e_Proximidade_pdf.pdf. Acedido em: 03 de Dezembro de 2010. POLÍCIA DE PROXIMIDADE, PAPEL DA POLÍCIA, SEGURANÇA PÚBLICA, ANÁLISE SOCIAL, ANTROPOLOGIA, MUDANÇA ORGANIZACIONAL, TESE, PORTUGAL Esta etnografia pretende colmatar a falta de conhecimento sobre os universos policiais e sobre o policiamento nas ciências sociais portuguesas. Insere-se no quadro reflexivo da antropologia das organizações, dos processos culturais e urbanos e na tradição dos estudos policiais. Recorrendo a técnicas de observação prolongada e métodos qualitativos (entrevistas e pesquisa documental) é proposta uma descida às ruas de uma esquadra em Lisboa. São percorridos itinerários, rotinas e tácticas de agentes da patrulha e da proximidade que mostram como no seio da organização policial as ruas se tornaram o ‘seu’ território. Enquanto isso, a organização da Polícia de Segurança Pública, responsável pelo policiamento urbano em Portugal, é perspectivada nos eixos de uma reconfiguração recente, ‘organizando-se’, volvidos 30 anos de democracia. Embora muito indefinido e amplo, conclui-se que o trabalho dos agentes e das esquadras passa sobretudo pela ‘manutenção de ordens’, isto é, pelo encontro de soluções provisórias para problemas humanos e sociais perenes nas cidades. Práticas de trabalho e práticas discursivas da acção vão definindo e classificando os sentidos da operacionalidade, da cultura e mandato policiais, mas também da diferenciação social e uso de poderes perante situações, públicos e figuras do quotidiano. Numa ‘esquadra de passagem’, nos primeiros anos de experiência, os jovens agentes são socializados para aí se tornarem polícias e conquistarem a difícil mas essencial autonomia da autoridade profissional. Contemplam oportunidades, experimentam estilos de polícia e configuram trajectórias. A experiência da deslocação, esperar pela transferência ou ‘fazer carreira’ dita diferentes tendências num modo e quadro de vida exigentes. |