Centro de Documentação da PJ 27258 |
| GOMES, Paulo A fase final do campeonato da Europa de futebol - UEFA EURO 2004 : melhores práticas na segurança de um evento de sucesso / Paulo Gomes Polícia e Justiça, Loures, III Série, n.º 7 (Janeiro-Junho 2006), p. 345-356 (*). Resumo inserto no artigo. DESPORTO, VIOLÊNCIA NO DESPORTO, HOLIGANISMO, SEGURANÇA NO DESPORTO, COOPERAÇÃO POLICIAL INTERNACIONAL, PORTUGAL A organização de um campeonato de Europa de futebol, o terceiro maior evento desportivo a nível mundial, constitui sem dúvida um dos maiores desafios para qualquer país Europeu. Num mundo de risco e de incerteza, o papel das forças de serviço de segurança, alicerçado numa estratégia clara e objectiva, representa um factor crucial para o sucesso de qualquer evento desportivo de dimensão internacional. No Verão de 2004, Portugal foi palco do UEFA 2004, o qual foi reconhecido, a nível nacional e internacional como um torneio de sucesso, tanto em termos desportivos como no plano de segurança. Provavelmente o factor mais importante da estratégia global de segurança do torneio foi a focalização nos "clientes" - tanto internos como externos - e a gestão dos conhecimentos e da informação. Em primeiro lugar, a qualificação dos agentes das forças de segurança constitui sempre uma prioridade fundamental, tendo em conta que os recursos humanos devem ser encarados como o valor mais importante de qualquer organização e representam assim uma condição crucial para a implementação eficaz e afectiva da estratégia de segurança. Em segundo lugar, a abordagem e atitude das forças de segurança foi orientada para o "cliente ", por outras palavras, focalizada nas expectativas e necessidades dos espectadores e do público em geral, criando assim as condições para uma atmosfera festiva e convivial contagiante. Em terceiro lugar um conhecimento aprofundado e actualizado dos riscos, das ameaças, dos públicos e do ambiente envolvente foi absolutamente vital para um planeamento e operação adequados. A construção de uma estrutura de coordenação e cooperação flexível e eficiente, aos níveis internacional, nacional e local, permitiram aos decisores, desde o nível político de topo ao agente policial no terreno, disporem da informação e conhecimento necessários para adoptarem o correcto comportamento ou decisão no momento adequado. Finalmente, as modernas infra-estruturas desportivas e a combinação única do clima, paisagem, cultura, gastronomia e calorosa hospitalidade dos portugueses, criaram as condições ambientais para que se revelasse nesse torneio uma nova cultura europeia de adeptos: uma cultura de convivialidade, de espectáculo e de “fair-play”. |