Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

CD 294
VAN DER AA, Suzan
Stalking as a form of (domestic) violence against women [Documento electrónico] : two of a kind? / Suzanne van der Aa
Rassegna Italiana di Criminologia, Lecce, A. 6, n. 3 (2012), p. 174-187
Ficheiro de 743 KB em formato PDF.


ASSÉDIO MORAL, ASSÉDIO SEXUAL, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, PRIVACIDADE

O stalking é frequentemente analisado no contexto da violência contra as mulheres ou da violência doméstica. Ao contrário da pesquisa sobre violência doméstica, a especificidade de género ou o stalking no contexto de violência doméstica tem recebido pouca atenção. Evidências empíricas esmagadoras sugerem que a perseguição "afeta desproporcionalmente as mulheres", no sentido de que as mulheres correm um risco maior de serem vítimas de perseguição. Alguns estudos atribuem igualmente consequências mais graves à vitimização feminina do stalking. Além disso, há evidências de que um relacionamento anterior (violento) aumenta o risco de perseguição e que um envolvimento romântico prévio influencia a seriedade e a duração do stalking. Como resultado, o stalking pode ser considerado uma forma de violência (doméstica) contra as mulheres. Embora os paradigmas da violência contra as mulheres e da violência doméstica tenham sido úteis na análise do problema do stalking, e embora evidências empíricas sugiram que essas perspetivas permanecem úteis até ao momento, o stalking é um fenómeno heterogéneo, que afeta homens e mulheres. Legislação que explicitamente ou inadvertidamente exclui certo tipo de infratores ou vítimas, como acontece em alguns casos nos estados-membros da UE (consoante a interpretação da «compreensão do género») na Convenção do Conselho da Europa sobre o Combate à Violência contra as Mulheres e à Violência Doméstica, deve ser evitada.