Centro de Documentação da PJ | ||||
| MACHADO, Ana Sofia Novas drogas sintéticas e smart-shops [documento electrónico] : realidade nacional em contexto internacional / Ana Sofia Machado.- [Coimbra] : [s.n.], 2014.- 1 CD-ROM ; 12 cm Trabalho final do 6.º ano médico com vista à atribuição do grau de mestre no âmbito do ciclo de estudos de mestrado integrado em medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, tendo como orientadores Helena Teixeira e Duarte Nuno Vieira. Ficheiro de 1,40 MB em formato PDF (59 p.). SUBSTÂNCIA PSICOTRÓPICA, DROGA SINTÉTICA, DESPENALIZAÇÃO DA DROGA, TOXICODEPENDÊNCIA, TESE, PORTUGAL Novas drogas psicoativas têm entrado no mercado internacional e, mais importante ainda, nacional, nos últimos anos. Apresentando-se inicialmente como substâncias legais, têm como objetivo substituir muitos dos efeitos adquiridos pelas drogas ilegais e, desta forma, contornar a lei. Os casos de emergência, internamento e mesmo morte têm aumentado assustadoramente. O primeiro fenómeno a que se assistiu no nosso país verificou-se na Ilha da Madeira, no ano de 2011, seguindo-se os casos de intoxicação que rapidamente se seguiram em todo o continente, levando a uma verdadeira epidemia. Esta situação séria e difícil de controlar em termos de Saúde Pública, levou à implementação de medidas legais para controlar estas substâncias. Este trabalho procura, assim, proceder a uma revisão da literatura relativamente às novas substâncias psicoativas, dando especial enfoque aos grupos com maior representatividade em termos de consumo e perigo para a saúde pública: canabinóides sintéticos, feniletilaminas e seus derivados, derivados da catinona, e piperazinas e derivados. Procura, igualmente, avaliar a magnitude do impacto deste fenómeno refletindo sobre as estratégias de controlo integradas num paralelo entre o contexto nacional e internacional. Verifica-se, desta forma, que o plano de ação adotado na maioria dos países, inclusive em Portugal, assenta num pressuposto de prevenção secundária de danos, exercendo o controlo precoce de determinada substância através de ilegalização temporária. Contudo, é de facto preocupante que, apesar de toda a ação legislativa criteriosamente realizada para controlar a venda deste tipo de substâncias, predomine uma evolução rápida do mercado, no sentido de criar novos compostos similares aos que haviam sido proibidos. O controlo e restrição deste tipo de substâncias tornam-se, assim, dependentes, em grande medida, do conhecimento por parte da sociedade dos riscos inerentes à sua utilização. A consciencialização dos seus efeitos, bem como o fornecimento de informações claras revela-se, assim, de extrema importância. |