Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD284
PAIL, Priscilla Batista
Comparação dos efeitos dos derivados da catinona, metedrona e mefedrona em camundongos [Documento electrónico] : determinação dos efeitos comportamentais e bioquímicos / Priscilla Batista Pail.- Porto Alegre : [s.n.], 2014.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação apresentada como requisito para obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, tendo como orientadora Maria Martha Campos. Ficheiro de 1,01 MB em formato PDF (77 p.). Resumo inserto na publicação.


ANÁLISE DE DROGA, DROGA SINTÉTICA, ANÁLISE LABORATORIAL, CIÊNCIAS DO COMPORTAMENTO, FARMACOLOGIA, TESE, BRASIL

O presente estudo comparou os efeitos das catinonas sintéticas metiladas, mefedrona e metedrona, sobre diversos parâmetros comportamentais e bioquímicos em camundongos, além de avaliar alguns dos possíveis mecanismos relacionados com os efeitos in vivo da metedrona. Além disso, também foram analisados os efeitos da estimulação semelhante a nightclubs sobre os efeitos comportamentais das duas substâncias de abuso. Os efeitos das catinonas, mefedrona e metedrona, foram avaliados em diversos paradigmas comportamentais e, ainda, sobre os níveis cerebrais de monoaminas em camundongos, através de HPLC. Considerando a correlação entre nightclubs e o consumo de drogas recreacionais, alguns grupos experimentais foram pré-expostos a um ambiente com temperatura elevada, música eletrônica e luzes estroboscópicas, durante sete dias antes da administração das substâncias-teste, a fim de reproduzir o local de consumo das catinonas. Os derivados das catinonas, mefedrona e metedrona, causaram hiperlocomoção, associada com sinais de redução da coordenação motora, durante 30 min após os tratamentos. Além disso, a mefedrona causou efeitos ansiolíticos, enquanto a metedrona induziu comportamento ansiogênico. Ambos os derivados da catinona causaram um aumento da latência à estimulação térmica na placa-quente, acompanhado de redução marcante do tempo de imobilidade no teste de suspensão da cauda. A administração de mefedrona induziu um aumento rápido dos níveis de dopamina e serotonina no nucleus accumbens (2 e 3 vezes, respectivamente), com um aumento na dopamina de 1,5 vezes, no córtex frontal. Por outro lado, a metedrona causou uma elevação de duas vezes nos níveis de dopamina no nucleus accumbens e no estriado, além de um aumento de 1,5 vezes dos conteúdos de serotonina, no hipocampo e no estriado. A utilização de diferentes ferramentas farmacológicas demonstrou que parte dos efeitos da metedrona está relacionada com a modulação dos sistemas dopaminérgico e serotoninérgico. Finalmente, foi demonstrado que a estimulação ambiental do semelhante a nightclubs produziu um aumento dos efeitos analgésicos da mefedrona e da metedrona no teste de placa-quente. A mefedrona e a metedrona induziram uma série de alterações comportamentais, que foram semelhantes ou distintas, dependendo do paradigma experimental avaliado. Os efeitos destas catinonas sintéticas parecem estar diretamente relacionados com a modulação dopaminérgica e serotoninérgica. Curiosamente, o aumento da latência à estimulação térmica às catinonas foi potencializado pela ambientação tipo nightclub.