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| ABDALLA, Constanza do Val de Moura Burnout e o ambiente organizacional no setor público [Documento electrónico] : estudo de caso na administração pública portuguesa / Constanza do Val de Moura Abdalla.- Lisboa : [s.n.], 2020.- 1 CD-ROM ; 12 cm Dissertação para obtenção de grau de Mestre em Gestão e Políticas Públicas, apresentada ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, tendo como orientadora Sónia P. Gonçalves. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 2,87 MB em formato PDF (93 p.). STRESS, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, FUNÇÃO PÚBLICA, FUNCIONÁRIO PÚBLICO, ESTUDO DE CASOS, REGIÃO DO CENTRO (PORTUGAL), TESE A Síndrome de Burnout afeta anualmente 40 milhões de pessoas na União Europeia e corresponde ao prejuízo de mais de 20 milhões de euros (Velázquez, 2008). A Administração Pública não é imune a ela, contudo, existem poucos estudos que a abordem no setor público. Com a intenção de cobrir essa lacuna e contribuir para os estudos voltados à administração pública, o presente estudo foi realizado no setor administrativo do Departamento de Atendimento ao Munícipe X, pertencente a uma Câmara Municipal da zona centro de Portugal. A investigação teve como objetivo analisar os fatores situacionais de risco em termos do burnout. A amostra é constituída por 84 trabalhadores do serviço de atendimento e o estudo foi realizado através da pesquisa por questionário. De acordo com a análise de dados, as variáveis sociodemográficas possuem menor relação com níveis de burnout se comparadas às variáveis das áreas da vida laboral. Observou-se que cada dimensão de burnout está diferencialmente relacionada a uma determinada área do ambiente laboral: a exaustão emocional está mais relacionada à carga de trabalho e o desligamento à recompensa. A Carga de Trabalho e a Recompensa são os principais fatores de risco à prevalência de burnout no departamento e a Comunidade mostrou ser o fator que oferece o menor risco, ou seja, a área que mais contribui para a percepção positiva do ambiente de trabalho. Conclui-se que há fatores organizacionais que implicam risco à prevalência de Burnout neste departamento, bem como trabalhadores com indícios da síndrome (desligamento = 57,1% e exaustão emocional = 65,5%), o que alerta a importância de reavaliar as ações desenvolvidas para a qualidade de vida no trabalho e prevenção do burnout. |