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| PINTO, Ana Carolina Roque Hacking malicioso [Recurso eletrónico] : análise do papel da teoria geral do crime e da teoria da aprendizagem social na explicação dos comportamentos / Ana Carolina Roque Pinto.- Porto : [s.n.], 2023.- 1 CD-ROM ; 12 cm Tese de mestrado em Ciências Forenses, apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, tendo como orientador André Lamas Leite. Ficheiro de 1,31 MB em formato PDF (99 p.). HACKER, PROGRAMA MALICIOSO, COMPORTAMENTO DESVIANTE, ANÁLISE SOCIAL Nas ultimas décadas, a disseminação do uso da internet e dos computadores modificou profundamente o comportamento humano e as dinâmicas societais. Com estas alterações, os recursos tecnológicos evoluem, e consequentemente, comportamentos criminais começam a ser realizados no ciberespaço (Maimon & Louderback, 2019). Um dos ilícitos que mais tem crescido é o hacking malicioso, descrito como o “acesso não autorizado a computadores e redes informáticas” (Chang & Whitehead, 2022, p. 113). Este fenómeno tem vitimado diversos indivíduos e empresas, sem que o seu perpetuador necessite de compartilhar o mesmo espaço físico que as suas vítimas (Bossler & Burruss, 2011). Todavia, perante o seu caráter problemático e danoso, os avanços criminológicos são diminutos, no qual o conhecimento sobre os seus preditores encontra-se subdesenvolvido, especialmente no contexto português. Nisto, o presente estudo tem como objetivo geral examinar a aplicabilidade da Teoria Geral do Crime (Gottfredson & Hirschi, 1990) e da Teoria da Aprendizagem Social (Akers, 1998) na explicação da prática de hacking malicioso. Para tal, foi administrado um questionário online a uma amostra de 680 pessoas (38.8% sexo feminino), com uma media de idades de 28 anos. No total, 60.4% dos participantes reportou ter praticado pelo menos um comportamento de hacking malicioso durante a sua vida, e 23.2% nos últimos 12 meses. Foi encontrada uma relação entre o baixo autocontrolo e a execução dos comportamentos de hacking malicioso, significando que os hackers maliciosos apresentam níveis mais baixos de autocontrolo do que hackers não maliciosos. Ademais, os hackers maliciosos detêm mais amigos que se envolvem nestes comportamentos e são mais reforçados a agir de forma ilegal aquando do uso de um computador. Foram conduzidas regressões logísticas para explorar o papel explicativo das variáveis independentes no hacking malicioso. Os resultados e as suas implicações serão explorados. |