Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD336
PIRES, Arona Figueiroa
Porfirinas artificiais como modelos da hemoglobina para estudos em análises forenses [Recurso eletrónico] / Arona Figueroa Pires.- Coimbra : [s.n.], 2013.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação apresentada para provas de Mestrado em Química à Faculdade de Coimbra, tendo como orientador Abílio J. F. N. Sobral. Ficheiro de 1,63 MB em formato PDF (76 p.).


CIÊNCIA FORENSE, ANTROPOLOGIA FORENSE, ENTOMOLOGIA FORENSE, ODONTOLOGIA FORENSE, PATOLOGIA FORENSE~, PAPILOSCOPIA, TOXICOLOGIA, QUÍMICA FORENSE, PSICOLOGIA, ANÁLISE DE SANGUE, BALÍSTICA, VESTÍGIOS, CRIMINALÍSTICA, PROVA, TESE

A Ciência Forense é uma ciência que é composta por um conjunto de componentes ou áreas diversas como, por exemplo, Antropologia, Criminologia, Entomologia, Odontologia, Patologia e Psicologia que, em conjunto, atuam de modo a resolver casos de carácter legal. É utilizada na análise de vestígios biológicos e não biológicos, principalmente em crimes violentos, na análise da balística, na análise de falsificações tanto de documentos como de obras de arte, na análise de testes genéticos, papiloscopia, toxicologia e entomologia. A descoberta de novos métodos ou moléculas, através da química, permitem ajudar na análise desses vestígios biológicos ou não biológicos. Em Química Forense o sangue é um dos principais fluidos biológicos para obtenção de provas, o que mostra a sua grande importância nos dias de hoje. Devido à escassez do sangue em tratamentos médicos foi necessário desenvolver novas estruturas, nomeadamente perfluorocarbonos (PFCs) e os derivados de hemoglobina (hemes artificiais), que desempenham as funções do sangue natural. O aparecimento deste sangue artificial traduz-se em mais um desafio para os químicos forenses no que respeita à sua deteção e análise. Estas novas estruturas levantam sérios problemas, uma vez que podem vir contaminadas, pois são extraídas de hemoglobinas de animais, e também por serem insolúveis em água. Assim é necessário prosseguir com o estudo e desenvolvimento de estruturas para substituir o sangue natural e criar materiais fluidos para o transporte de oxigénio. Sendo a hemoglobina uma proteína com quatro grupos prostéticos que possui complexos de ferro de hemoporfirinas, o estudo da complexação do ferro nas porfirinas é sem dúvida um tema importante em Química Forense e foi por isso escolhido para este trabalho. A monofuncionalização da meso-tetra-fenil-porfirina por meio de introdução de um grupo carboxílico na posição meso confere a possibilidade de se ancorar uma amida que permite a ligação a suportes funcionalizados. Por outro lado, a estrutura dimérica flexível, bis (meso-tetraquis-5,10,15-trifenil-20-(pcarboxifenil)-porfirinil) -1,6-hexanodiamida, faz com que seja possível incorporar iões de ferro no centro para mimetizar funções da hemoglobina natural, sendo então um bom candidato para o sangue artificial, no sentido em que a hemoglobina natural também tem vários grupos com iões ferro ligados e a cooperar entre si. Isto é, o dímero é um modelo simples da hemoglobina natural. Neste trabalho, descreve-se a síntese, e caracterização da porfirina dimérica flexível, bis (meso-tetraquis-5,10,15-trifenil-20-(p-carboxifenil)-porfirinil)- 1,6 hexanodiamida e dos seus percursores. Para além disso, fizemos estudos computacionais da incorporação do ferro, devido à importância que os modelos de dímeros ou outras estruturas supramoleculares de porfirinas podem vir a ter na área do sangue artificial, e consequentemente em Química Forense.