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| ENTOMOLOGIA FORENSE MÉDICO-VETERINÁRIA Entomologia forense médico-veterinária [Documento electrónico] / Maria T. Rebelo ..[et al.] Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, Lisboa, Vol. 109, n.º 591-592 (Julho-Dezembro 2014), p. 62-69 ENTOMOLOGIA FORENSE, ANÁLISE DE VESTÍGIOS, FAUNA A entomologia forense (EF) utiliza o estudo de insectos e outros artrópodes presentes na decomposição da matéria orgânica como ferramenta auxiliar da investigação criminal e conflitos civis. Os artrópodes apresentam características que permitem utilizar as evidências entomológicas na resolução de casos forenses. Os insectos acumulam-se no cadáver e em seu redor, tornando-se parte da evidência. Na fauna entomológica cadavérica existe uma sucessão hierarquizada de artrópodes, ainda que se observe por vezes uma forte competição e com intervalos definidos em cada estádio, que permite aos entomologistas forenses datar o intervalo “post mortem”, i.e. a estimativa do tempo decorrido entre o óbito e a descoberta do corpo. No Homem, a EF apresenta diversas áreas de intervenção (homicídio, suicídio, negligência e violação sexual) e mais recentemente, a EF estendeu-se a estudos no âmbito da fauna selvagem e da medicina veterinária onde tem tido particular relevância na vigilância e salvaguarda de eventuais casos de negligência, abuso físico de animais domésticos ou selvagens em cativeiro e também em animais selvagens envenenados/caçados em áreas protegidas. A entomofauna varia com o tipo de cadáver (ave, mamífero, carnívoro, omnívoro, etc.) e os artrópodes coletados têm de ser corretamente acondicionados e conservados, para manterem a sua morfologia e estádio evolutivo podendo as condições atmosféricas acelerar ou retardar o processo assim como os grandes necrófagos, as bactérias, os fungos e até a ação do Homem. Os autores pretenderam, através deste artigo, divulgar informação e fomentar o interesse sobre a entomologia forense médico-veterinária enquanto área de conhecimento. |