Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD342
BIOTERRORISMO
Bioterrorismo [Recurso eletrónico] : a ameaça invisível e os desafios para a segurança e defesa / Chadlid Costa Vangente ..[et al.].- Lisboa : Instituto de Defesa Nacional, 2024.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Trabalho de investigação em grupo. Curso de Defesa Nacional 2023/24, tendo como orientador Carlos Penha Gonçalves, e apresentado ao Instituto de Defesa Nacional. Ficheiro de 1,19 MB em formato PDF (78 p.).


ARMA BIOLÓGICA, TERRORISMO, SEGURANÇA, FORÇA DE SEGURANÇA, TESE, PORTUGAL

O presente trabalho aborda a problemática do uso de agentes biológicos como mecanismos de terrorismo e o seu impacto nas sociedades modernas. O estudo, desenvolvido no âmbito do Curso de Defesa Nacional 2023/24, destina-se a analisar as ameaças que o bioterrorismo apresenta à segurança e a propor uma reflexão sobre as estratégias de prevenção e resposta a serem adotadas por Portugal. Com recurso a uma abordagem multissetorial, o trabalho visa a integração de esforços entre entidades governamentais, organizações internacionais, o setor privado e a sociedade civil. Aborda-se a natureza do bioterrorismo, cujos agentes muitas vezes se confundem com doenças comuns, dificultando a deteção precoce e a identificação de um ataque intencional. A pesquisa explora a evolução histórica do bioterrorismo, a avaliação das políticas e estratégias de segurança existentes e a necessidade de respostas e prioridades ajustadas ao contexto atual. São apresentadas recomendações para o fortalecimento da colaboração entre os diversos setores envolvidos na segurança e defesa nacional e na resposta a possíveis ataques bioterroristas, baseando-se em entrevistas com peritos especializados e revisão de bibliografia pertinente. O estudo propõe duas linhas de ação específicas: a avaliação das capacidades de Portugal para detetar e responder a atos de bioterrorismo e a definição de conceitos para melhorar a colaboração entre as Forças e Serviços de Segurança com todos os atores com competência e capacitação para intervir. Conclui-se que, apesar da baixa frequência de ataques bioterroristas, o seu potencial devastador exige uma preparação cuidadosa e uma resposta coordenada, o que só pode ser alcançado através de uma cooperação multissetorial eficaz e pró-ativa.