Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

CD 291
GRANGEIA, Helena, e outro
Riscos associados ao stalking [Documento electrónico] : violência, persistência e reincidência / Helena Grangeia, Marlene Matos
Psiquiatria, Psicologia & Justiça, [Maia], Nº 5 (2012), p. 29-48
Resumo inserto na publicação.


ASSÉDIO SEXUAL, ASSÉDIO MORAL, COMPORTAMENTO DESVIANTE, PERFIL PSICOLÓGICO

O stalking, enquanto fenómeno de violência interpessoal, assume a conotação de aviso, perigo e imprevisibilidade, estando a sua experiência relacionada com a perceção de ameaça constante. Qualquer abordagem ao fenómeno do stalking, quer seja teórica ou prática, inclui na sua análise a dimensão do risco. Compreender o stalking implica a sua conceção enquanto fenómeno associado a múltiplos riscos: o risco de violência, de persistência e, ainda, de reincidência. O stalking representa um risco em si mesmo, mas constitui-se também como fator de risco de violência e, nalguns casos, um fator de risco de homicídio. A avaliação de risco em casos de stalking surge como um passo essencial a uma prática ética e informada, servindo como pedra basilar na tomada de decisão relativamente a medidas preventivas dirigidas aos stalkers, bem como de proteção às suas vítimas. É fundamental dotar os profissionais de competências e de instrumentos para uma avaliação de risco ponderada e eficaz em casos de stalking.