Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD184
GILLIER, Raïssa
O disfarce da voz em fonética forense [Documento electrónico] / Raïssa Gillier.- [Lisboa] : [s.n.], 2011.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação de Mestrado em Linguística (Área de Especialização – Linguística Portuguesa), orientada pelo Professor Doutor Fernando Martins e apresentada no Departamento de Linguística Geral e Românica da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa. Ficheiro de 1,92 Mb, em formato pdf (113 p.). Disponível também em: http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/4131/1/ulfl096200_tm.pdf. Acedido a 15 de maio de 2012.


IDENTIFICAÇÃO DA VOZ, EXAME À VOZ, IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS, CIÊNCIA FORENSE, TESE, PORTUGAL

O presente trabalho tem por objectivo estudar quatro tipos de disfarce da voz, de forma a averiguar as consequências, que deles advêm, em dois parâmetros acústicos utilizados na Identificação de Falantes – F0 e formantes. Com este propósito, foram gravados oito indivíduos que leram um conjunto de frases em cinco condições de produção: voz normal, subida de F0, descida de F0, máscara à frente da boca e palhinha entre os incisivos. A análise dos dados relativos à Voz Normal serve, por um lado, para verificar a eficácia dos parâmetros na distinção de falantes e, por outro, como ponto de comparação para observar a influência dos disfarces nos vários parâmetros acústicos. Os resultados obtidos demonstram que (i) estes parâmetros (F0 e formantes) são eficientes para a discriminação de indivíduos; (ii) os disfarces não actuam de forma idêntica; (iii) nem todos os disfarces são eficazes, pois alguns não alteram as frequências dos parâmetros; (iv) a robustez de cada parâmetro está directamente relacionada com o tipo de disfarce; (v) o factor falante desempenha um papel importante na performance do disfarce; (vi) o efeito do disfarce não é homogéneo entre as várias vogais; (vii) mesmo no disfarce mais intrusivo, é possível recuperar marcas específicas de cada falante através dos triângulos vocálicos. Em suma, pretende-se (i) aprofundar conhecimentos sobre a robustez dos parâmetros de identificação de falantes face ao disfarce; (ii) contribuir para o desenvolvimento dos estudos na área da Fonética Forense e da Acústica Forense; (iii) colmatar a inexistência de trabalhos neste âmbito para o Português Europeu.