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| LEANDRO, Liliana Filipa dos Santos Crime, disse ela! [Documento electrónico] : contributos para o estudo da noticiabilidade do crime.. ou como nasce uma jornalista de justiça / Liliana Filipa dos Santos Leandro.- Porto : [s.n.], 2012.- 1 CD-ROM ; 12 cm Trabalho apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestrado em Ciências da Comunicação. Ficheiro de 6,34 MB em formato PDF (157 p.). Resumo inserto na publicação. Disponível também em: http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/2923/1/DM_10179.pdf. Acedido a 27 de agosto de 2012. IMPRENSA, MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSAS E O PÚBLICO, CRIMINALIDADE, PROFISSIONAL DA COMUNICAÇÃO, TESE, PORTUGAL "Morte", "Crime", "Assalto", "Roubo", são os títulos que diariamente chegam às primeiras páginas dos jornais. É uma preferência que percorre a história do jornalismo desde os primórdios até aos dias de hoje. Os chamados critérios de noticiabilidade justificam essa escolha do negativo como aquele que capta mais público como se o crime fosse um chamariz. Este trabalho nasceu dessa percepção, articulada com a própria experiência da autora que um dia se tornou jornalista de justiça e se deparou com várias dificuldades inerentes a essa área. As questões com que se deparou nesse percurso tornaram-se nos objectivos a responder com uma pesquisa bibliográfica, o relato da experiência e entrevistas a outros jornalistas mais experientes na matéria. E porque optam os jornalistas pelo crime? Porque, como explicam, o crime é notícia em todo o mundo, porque causa sensação, porque o lado errado da vida tem impacto no público. Ao perceber essa importância o jornalista procura evoluir nos seus conhecimentos do direito e do crime, admitindo porém ser um meio difícil de entrar e onde as fontes de informação nem sempre estão disponíveis. Encarando o crime como uma matéria-prima das notícias, os meios de comunicação caem por vezes em exageros e em sensacionalismos criticáveis à luz do que deve ser o papel do jornalista: relatar os factos que considere importantes. Porém, o jornalista também pensa a própria justiça, por vezes lenta e assente em anacronismos. Avalia igualmente o trabalho dos juízes que não raras vezes são vítimas de um sistema que cria leis avulsas, vê os procuradores do Ministério Público a hesitar no arquivamento de casos sem fundamento e considera os advogados como um mal necessário. Independentemente de todas as críticas, todos estes actores podem ser fontes de informação que devem ser respeitadas. O importante é nunca deixar de perguntar. |