Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD302
OLIVEIRA, Nuno Manuel Dias da Franca
Avaliação da capacidade dos órgãos polícia criminal em detetar a mentira [Documento electrónico] / Nuno Manuel Dias Nunes da Franca Oliveira.- Lisboa : [s.n.], 2018.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação de Mestrado em Ciências Policiais, com especialização em Criminologia e Investigação Criminal, no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, tendo como orientador Carlos Alberto Martins da Silva Poiares. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 1,96 MB em formato PDF (152 p.).


PSICOLOGIA DO TESTEMUNHO, ANÁLISE PSICOLÓGICA, METODOLOGIAS, TESE, PORTUGAL

A principal pretensão deste trabalho reside na avaliação da capacidade dos órgãos de polícia criminal (OPC) em detetar a mentira. Traçaram-se, ademais, outros objetivos, como a procura de correlações entre fatores demográficos - como o sexo, escolaridade, experiência e confiança - e a precisão na deteção da mentira. A resposta aos objetivos suprarreferidos foi possível através dos saberes da disciplina da Psicologia do Testemunho, que se verificaram vitais à realização da presente dissertação. Tendo por base os processos psicológicos básicos; sensação, a atenção, a perceção e a memória; a Psicologia do Testemunho analisa a discursividade; comunicação verbal e não verbal; e, em consequência desta, a credibilidade e fiabilidade dos depoimentos prestados. Tendo como sustentáculo esta ciência, criámos uma metodologia que nos permitisse averiguar os propósitos mencionados no parágrafo anterior. Editámos e elaboramos, deste modo, dois vídeos correspondentes a dois testemunhos - um fabricado e um genuíno - sendo que estes dois vídeos foram posteriormente visualizados e avaliados pelos nossos grupos amostrais – OPC e Civis. A capacidade dos OPC (n=22) em detetar a mentira verificou-se, efetivamente, superior à dos Civis (n=20), tendo os OPC atingindo uma precisão de 43.94% (SD=0.33) enquanto os Civis se ficaram pelos 26.67% (SD=0.23), t=2.44, p=0.023, 95%. No que diz respeito aos restantes objetivos traçados, não verificámos a existência de qualquer relação significativa entre os fatores demográficos da amostra e a sua precisão na deteção da mentira.