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| BRAGA, Gisélia Cremilda dos Santos Bioterrorismo [Documento electrónico] : proposta de um plano de contingência hospitalar a implementar face a uma ameaça / Gisélia Cremilda dos Santos Braga.- Porto : [s.n.], 2011.- 1 CD-ROM ; 12 cm Dissertação de candidatura ao grau de Mestre em Medicina de Catástrofe submetida ao Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto, tendo como orientadora Maria de Lurdes Campos dos Santos. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 1,83 MB em formato PDF (128 p.). TERRORISMO, PLANO DE ACÇÃO, ESTABELECIMENTO HOSPITALAR, BIOÉTICA, TESE, PORTUGAL Após os ataques terroristas de 11 de Setembro, os Estados Unidos da América (EUA) sofreram uma vaga de incidentes bioterroristas associados a esporos de Carbúnculo. Estes actos tiveram repercussões notáveis na Europa. Embora não tenha sido identificado nenhum ataque bioterrorista dirigido à Europa, os países sofreram uma forte pressão, na medida em que tiveram rapidamente de encontrar meios para enfrentar este novo tipo de ameaça. Segundo o Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention - CDC), Bioterrorismo é a libertação deliberada de vírus, bactérias ou outros microorganismos (agentes), utilizados para causar doença ou morte em pessoas, animais ou plantas. Este tipo de evento pode ser considerado um acidente grave ou mesmo uma catástrofe, visto que provoca destabilização económica, perda de vidas humanas e deterioração de saúde e dos serviços de saúde, que poderá justificar a mobilização excepcional de auxílios vindos de fora da comunidade ou da zona atingida. Já há muitos anos que são utilizadas armas biológicas, desde a utilização de cadáveres com Peste para atingir os inimigos passando pela contaminação de reservatórios de água com cadáveres, até os dias de hoje que poderão ser utilizados agentes geneticamente modificados. Os agentes utilizados como armas biológicas são seleccionados tendo em conta as suas características. O CDC classificou os agentes em 3 categorias (A, B e C) tendo em conta a sua "agressividade". Para alguns agentes existe tratamento que deve ser iniciado o mais precocemente. Os períodos de incubação variam bastante portanto o período entre o ataque e a procura dos serviços de saúde pode ser prolongado e nesse período as pessoas podem transmitir umas às outras a doença em causa. Um ataque bioterrorista afecta a sociedade tanto a nível social como psicológico e económico e prolonga-se no tempo. Para atenuar os efeitos de um ataque os países devem-se preparar. Os hospitais vão ser uma referência para quem começa a sentir-se doente, portanto terão que estar preparados para dar resposta às solicitações que surgirem num evento deste tipo. Torna-se necessário tomar medidas para minimizar as consequências e será necessário ter um plano de contingência para uma situação de Bioterrorismo, tendo por base o Plano de Emergência Hospitalar (PEH) já existente e coordenar com o Plano de Emergência da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Para a realização do plano de contingência é necessário inventariar os meios e recursos internos disponíveis, de reforço e a disponibilizar, bem como os meios que podem ser solicitados na área de influência do hospital. Com o objectivo de estabelecer critérios para a sua actuação, evitando ou, no mínimo, reduzindo a mortalidade e morbilidade das vítimas. Numa situação real, deverá existir um comando único e todos os profissionais devem ter conhecimento do plano para actuar em conformidade. No final do evento deverá ser feito um balanço e adequar o plano. |