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| SARAIVA, Inês Filipa Pereira Violência política em Portugal [Recurso eletrónico] : a trajetória do PRP-BR (1970-1978) / Inês Filipa Pereira Saraiva.- Porto : [s. n.], 2024.- 1 CD-ROM ; 12 cm Dissertação realizada no âmbito do Mestrado em História, Relações Internacionais e Cooperação, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo como orientadores Manuel Loff e Ana Sofia Ferreira. VIOLÊNCIA POLÍTICA, TERRORISMO, PARTIDO POLÍTICO, REGIME POLÍTICO, PORTUGAL Entre 1933 e 1974 vigorou em Portugal um regime ditatorial que utilizou a violência de estado como um instrumento de controlo da população para garantir a sua durabilidade. Como forma de resposta à repressão do regime, surgiram na década de 70, várias organizações armadas clandestinas da esquerda radical, dando origem à luta armada. As Brigadas Revolucionárias foram uma das organizações da esquerda radical, que surgiu através de dissidências do Partido Comunista Português e que utilizou a violência armada contra o regime. A organização fundada por Isabel do Carmo e Carlos Antunes, levou a cabo a primeira ação em 1971, um atentado bombista na Fonte da Telha. Foi a única das organizações armadas que surgiu sem estar a associada a um partido, sendo que este apenas surgiu apenas em 1973, o Partido Revolucionário do Proletariado. Neste contexto, a violência política foi algo que esteve muito presente em Portugal na segunda metade do século XX e que foi tanto utilizada pelo regime em vigor, como também pela oposição desse mesmo regime. O 25 de abril de 1974 deu origem a um novo período em Portugal, o período revolucionário em curso. Ficou marcado pelas divergências em relação ao futuro político do país, pelas tensões e pela violência revolucionária. O PRP-BR defendia a revolução socialista e uma vez que a revolução de 25 de Abril não assumiu os contornos que este esperava, passou a lutar contra o capitalismo e a classe burguesa que, era na perspetiva do PRP-BR, a classe dominante. Torna-se, assim, importante perceber se, durante o período revolucionário, o PRP-BR assumiu uma continuidade ou uma rutura com a violência e de que modo o fez. |