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| DELGADO, Catarina Alexandra Pinto Costa Dinâmicas de género na Polícia Judiciária [Documento electrónico] : análise em contexto maioria e minoria / Catarina Alexandra Pinto Costa Delgado.- Lisboa : [s.n.], 2016.- 1 CD-ROM ; 12 cm Dissertação submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Psicologia das Relações Interculturais, apresentada ao ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, tendo como orientadora Maria Helena Santos. Ficheiro de 743 KB em formato PDF (59 p.). Resumo inserto na publicação. MULHER POLÍCIA, IGUALDADE DE TRATAMENTO, ADMINISTRAÇÃO DO PESSOAL, CARREIRA PROFISSIONAL, POLÍCIA JUDICIÁRIA, TESE, PORTUGAL O presente estudo pretendeu analisar as dinâmicas de género na Polícia Judiciária, num contexto de maioria e minoria. Partindo da teoria do tokenism (Kanter, 1977), adotou uma perspetiva de género, na linha de Acker (1990), Connell (2006) e Amâncio (1994), com os objetivos específicos de verificar se as mulheres (membros do grupo minoritário) sentiram algum tipo de obstáculos à sua integração na organização, ou desigualdades baseadas no sexo ao longo da sua carreira, em comparação com os homens (membros do grupo dominante), sobretudo no que concerne às características associadas ao fenómeno do tokenism (Kanter, 1977): a visibilidade, a polarização e/ou assimilação. Este trabalho é sustentado pela caracterização do objeto de estudo e por uma revisão de literatura sobre as desigualdades de género no contexto organizacional. Ao nível empírico, numa perspetiva qualitativa, recorreu à técnica da entrevista semiestruturada, que envolveu 18 membros da Polícia Judiciária (11 do sexo feminino e sete do sexo masculino), com idades entre os 39 e os 60 anos (M = 51; DP = 5,60), a exercer a atividade na área de investigação criminal. Os resultados, obtidos e analisados com o auxílio do programa Nvivo 11 e da análise temática, revelaram cinco temas em torno dos: obstáculos à integração, das desigualdades de género, e da visibilidade, polarização e assimilação. Concluiu-se que as mulheres (membros do grupo dominado) continuam a enfrentar diferentes condições, relativamente aos homens (membros do grupo socialmente dominante). Estas constituem obstáculos às mulheres, contribuindo para limitar o seu desempenho e criar situações de stress adicional. |