Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

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CUSSON, Maurice
La mort des réseaux terroristes : l'exemple de la Fraction Armée Rouge / Maurice Cusson
Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique, Genève, Vol. 70, nº 4 (Octobre-Décembre 2017), p. 459-468
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TERRORISMO, GRUPO TERRORISTA, POLÍTICA CRIMINAL, ESTUDO DE CASOS

O caso da Fração do Exército Vermelho é usado para responder à seguinte questão: porque e como morrem as redes terroristas? A história é contada em três episódios: o primeiro, entre 1968 e 1972, referente a um ataque do Grupo Baader-Meinhof, o qual conduziu ao desenvolvimento do contraterrorismo e à detenção das principais figuras do movimento. Num segundo episódio, de 1973 a 1979, assiste-se a uma nova geração de terroristas que assume o controlo e comete diversos assassinatos. Na prisão, ao longo deste período, a maioria dos terroristas da primeira geração foram mortos ou assassinados. Na última e terceira fase, entre 1980 e 1993, a Fração do Exército Vermelho perpetrou dez assassinatos, tendo os terroristas de forma progressiva desistido da luta. O terrorismo e o contraterrorismo são impulsionados por movimentos cíclicos durante os quais existem períodos de operações terroristas violentas que mobilizam e forçam os serviços de polícia e de inteligência a reagir e a tornarem-se eficazes. Em seguida, e durante vários anos, não se assinala nenhum ataque, provocando tal facto um adormecimento do contraterrorismo.