Centro de Documentação da PJ CD 269 |
| ABIBO, Ivan Chamil A verdade no local do crime [Documento electrónico] : uso de técnicas científicas na investigação criminal / Ivan Chamil Abibo Revista Científica do ISCTAC, Beira, Moçambique, Vol. 3, nº 08, ano III (Abril-Junho de 2016), p. 34-41 Ficheiro de 535 KB em formato PDF (8 p.). Resumo inserto na publicação. INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, LOCAL DO CRIME, POLÍCIA DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, MOÇAMBIQUE O presente artigo tende a realçar os aspectos preliminares sobre a co-relação entre o local do crime e o local em que foi encontrado o corpo, como também, a relevância da presença de peritos (formados e dotados de conhecimento científico) ligados à área de Entomologia Forense e de Medicina-Legal no local de sucesso acompanhados pela Polícia de Investigação criminal (PIC) como meio de prossecução das investigações e que tem demonstrado ultimamente uma presumível falha na base fundamental (métodos investigativos) para que as investigações em torno de um delito sejam de facto investigações criminais no nosso país, e provavelmente a cadeia de custódia esteja a ser afectada pela insolvência da parte de quem de direito deste factor primordial na percussão das reais intenções que levaram a morte de um cidadão. Do caso reportado no Diário de Moçambique do dia 09 de Fevereiro de 2015, é um dos exemplos dessa realidade, que dava conta que um corpo que foi encontrado “achado” no bairro da Passagem de nível, na cidade da Beira, com um pé decepado, o que suscitou a preocupação de se debater esses factos, onde se afirma que segundo a opinião da Polícia da República de Moçambique de que pode ter ocorrido por acidente ferroviário e descarta–se a possibilidade de ser por tentativa dos meliantes de encobrimento involuntário de provas e que se realmente leva–se a cabo uma minuciosa investigação no local do crime, poderia–se levantar certas indagações sobre como realmente ocorreu o caso, onde a peritagem seria exaustiva e de forma correcta. A própria reportagem esclareceu o facto de que enquanto o corpo do malogrado se encontrava no local, nenhuma equipa da PIC se fez lá presente, somente um grupo de agentes da corporação ligados a tranquilidade e ordem pública é que foi ao local após horas de exposição do cadáver a varias intervenções da população na tentativa de preservar o que restava do cidadão ora encontrado (contaminação do local de crime), esse aspecto sem duvida preocupa, pois, sabe–se, que varias ciências forenses poderiam contribuir para o esclarecimento desse e de outros casos que estão ocorrer em outras regiões do território nacional. |