Centro de Documentação da PJ |
| YORATH, Michael Managing murder / Michael Yorath Police Review, London, V.103,n.5331 (18 August 1995), p.26-27 HOMICÍDIO, INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, FORMAÇÃO DE PESSOAL DE POLÍCIA, AJUDA ÀS VÍTIMAS, VITIMAÇÃO, REINO UNIDO O autor faz uma abordagem realista sobre o crime de homicídio. Refere que para alguns, ele é visto como um romance de Agatha Christie, cujo leitmotiv se desenvolve apenas na investigação e identificação do homicida, relevando-se para segundo plano o crime em si. Para os media, por exemplo, o homicídio é uma forma de vender informação sensacionalista, onde não faltam os pormenores mais sangrentos. Contudo, o homicídio é, na realidade, horrível, brutal, violento e indescritível, na medida em que só quem o presencia é que se consciencializa do verdadeiro horror. O papel mais doloroso é reservado aos familiares, únicos a sofrer directamente a dor de morte tão violenta. Tendo também sofrido o homicídio da sua própria filha, o autor procura com o presente artigo dar uma perspectiva do pesar, das dificuldades práticas e das necessidades de auxílio, por parte daqueles familiares que passaram por essa experiência, e aconselhar ao mesmo tempo outros funcionários de polícia nos procedimentos a tomar nestas circunstâncias. Cabe ao funcionário de polícia apoiar estes familiares de modo a que seja visto não só como investigador, como também um indivíduo sensível e afectuoso, não só no momento em que se vê confrontado com o dever de comunicar a nefasta notícia, como também ao longo de todo o processo de investigação que se pode seguir. Para finalizar, recomenda os Serviços de Apoio aos familiares de vítimas de homicídio - o SAMM (Support After Murder and Manslaughter) criado no Reino Unido em 1994. |