Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

CD 283
CORTEZ, Frederico
A securitização da acessibilidade das bacias oceânicas e o protecionismo energético vs alterações climáticas [Documento electrónico] : meras consequências ou momentos finais da civilização? : entrevista ao Contra-Almirante José Campos / Frederico Cortez
Revista de Direito e Segurança, Lisboa, Ano 5, n.° 9 (jan./ jun. 2017), p. 187-230
Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 221 KB em formato PDF (44 p.).


DIREITO DO MAR, VIGILÂNCIA MARÍTIMA, ECOLOGIA, OCEANO, POLÍTICA DO AMBIENTE, MARINHA DE GUERRA, PORTUGAL

A forma como obtemos, tratamos, transportamos e consumimos energia, enquanto espécie ou sociedade global, e como os Estados agem para protegerem os seus interesses, mormente energéticos, tem um contraponto muito directo naquilo que se chama de Alterações Climáticas. Fenómeno este entendido como uma manifestação do domínio antrópico sobre o planeta, in casu no clima, um sistema complexo de interacções entre subsistemas como a atmosfera, a hidrosfera ou a biosfera. Partindo deste pressuposto, analisa-se as relações internacionais globais tendo por base uma visão da “marepolítica” e não geopolítica uma vez que, pensamos, explica melhor a simbiose entre as características das acessibilidades das bacias oceânicas e do proteccionismo energético, derivado de poderes estatais (e não estatais) que influenciam a organização societária da espécie humana. Em busca de opinião válida e capaz de relacionar as idiossincrasias dos diversos aspectos (marítimos, securitários, etc) desta problemática, cunhada pela experiência “no terreno” aquém e além-fronteiras ao mais alto nível, entrevistou-se o Sr.º Contra-Almirante José Campos, que ofereceu uma visão rica e integradora, ainda numa linguagem acessível. Que as Alterações Climáticas desempenham hodiernamente um papel impactante no devir da humanidade, particularmente ao nível da segurança, é inegável. Qual a sua medida, se isso determinará a nossa extinção ou, pelo contrário, se nos conseguiremos adaptar a tempo de reverter os efeitos nefastos para a habitabilidade humana no planeta Terra é o que se pretende ajudar a perspetivar, concluindo-se pela urgência em agir, já hoje.