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| PIMENTA, Carlos Esboço de quantificação da fraude em Portugal [Documento electrónico] / Carlos Pimenta.- 1.ª ed.- [Vilarinho das Cambas] : Edições Húmus ; OBEGEF - Observatório de Economia e Gestão de Fraude, 2009.- 1 CD-ROM ; 12 cm. - (Working Papers ; 3) Resumo inserto na publicação. Disponível também em: http://www.gestaodefraude.eu/images/gf_upload/wp003.pdf. Acedido a 17 de julho de 2012. Ficheiro de 243 Kb em formato pdf (48 p.). ISBN 978-989-8139-08-5 FRAUDE, ANÁLISE SOCIAL, ESTUDO DE CASOS, PORTUGAL Existe um conjunto de factores (institucionais, culturais, cognitivos e outros) que impedem uma quantificação rigorosa da fraude em Portugal. Contudo é socialmente imperioso e tecnicamente possível obter valores que tenham uma baixa probabilidade de erro. É o que se tenta fazer nesta breve comunicação. Para tal é necessário ultrapassar as concepções espontâneas de fraude e encontrar uma definição que possa assumir-se como referência. O logro, a obtenção de vantagens ou a imposição de danos surgem como elementos constitutivos indispensáveis, associados à ilegalidade ou à ilegitimidade. Partindo deste conceito lato, e sabendo que as quantificações adoptam apenas alguns tipos de fraude, procedeu-se ao inventário de algumas quantificações. Inventariando quantificações rigorosas da fraude em outros países, encontrando variáveis explicativas das diferenças entre países de certos tipos de fraude e da economia não-registada e adoptando certas hipóteses de partida é possível extrapolar para o nosso país, estimando-se que o total da fraude representa entre 1,5 e 2,0% do PIB nacional e a fraude ocupacional 10% do volume de vendas. |