Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD313
BARBOSA, Susana Isabel de Lage
O relato financeiro e a contabilidade forense [Documento electrónico] / Susana Isabel de Lage Barbosa.- Porto : [s.n.], 2015.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação de Mestrado, apresentada ao Instituto de Contabilidade e Administração do Porto para a obtenção do grau de Mestre em Contabilidade e Finanças, sob orientação de Rodrigo Mário de Oliveira Carvalho. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 1,85 MB em formato PDF (88 p.).


CONTABILIDADE, AUDITORIA, FRAUDE, GESTÃO FINANCEIRA, POLÍTICA DA EMPRESA, TESE, PORTUGAL

Na sequência dos escândalos e colapsos financeiros verificados, cada vez mais é equacionado o papel assumido pela Contabilidade, Auditoria, pelos seus profissionais e entidades de regulamentação e supervisão. Assim, assume primordial destaque o reforço na implementação das melhores práticas do corporate governance, visando recuperar e consolidar a economia, segurança e confiança nos mercados, nos stakeholders e nas entidades responsáveis. Atualmente, as organizações encontram-se a operar em ambientes cada vez mais hostis, exigentes e competitivos, onde os fatores de incerteza e de risco são constantes, pelo que assistimos à crescente necessidade das informações financeiras serem divulgadas fidedigna e tempestivamente, por forma a restabelecer e assegurar a confiança dos stakeholders, reduzindo o Expectation Gap, reforçando a transparência e o combate à fraude. Deste modo, a qualidade da informação económica e contabilística disponibilizada pelas empresas, em geral, e pelo setor financeiro (Banca) em particular, evidencia que a manipulação dos resultados acarreta graves consequências para os seus destinatários. Face ao exposto, pretendemos analisar a forma como a Contabilidade Forense permite atuar na prevenção e deteção de fraudes e corrupção, crimes económicos / financeiros e ações fraudulentas, enfatizando o papel assumido pela auditoria. Complementarmente, procuramos destacar que o processo de credibilização do relato financeiro deverá ser encarado transversalmente na organização, pertencendo a responsabilidade inicial ao órgão de gestão, seguindo-se os auditores, o órgão de fiscalização e a Assembleia-Geral de acionistas, sem descurar as responsabilidades dos órgãos de regulamentação e supervisão. Ao longo da presente investigação pretendemos aferir se um reforço na regulamentação, supervisão e no corporate governance permitem restabelecer a confiança e fidedignidade no relato financeiro e nos seus profissionais responsáveis pela preparação e emissão de pareceres credíveis, analisando o papel / atuação das entidades responsáveis pela emissão de regulamentação e supervisão face aos recentes acontecimentos, mitigando a ocorrência de fraudes e das suas repercussões.