Centro de Documentação da PJ | ||||
| MARTINS, Ana Daniela Rodrigues A prova incriminatória [Documento electrónico] : reflexões pelo olhar dos reclusos / Ana Daniela Rodrigues Martins.- Maia : [s.n.], 2018.- 1 CD-ROM ; 12 cm Dissertação de Mestrado em Criminologia especialização em Polícia, Prevenção e Segurança, apresentada ao Instituto Universitário da Maia, tendo como orientadora Susana Maria Serrão Carinhas S. Costa Pires Marques. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 631 KB em formato PDF (60 p.). PRESO, RECOLHA DA PROVA, LOCAL DO CRIME, SISTEMA JUDICIÁRIO, ESTUDO DE CASOS, TESE, PORTUGAL Esta dissertação foi elaborada na perspetiva de dar um contributo inovador para a compreensão das estratégias adotadas pelos indivíduos na cena do crime. Para isto, foi tida como de máxima importância a visão e as reflexões dos reclusos sobre o tema. Assim, esta dissertação tem como principal objetivo analisar a perspetiva dos reclusos relativamente à prova. Isto é, perceber a perceção dos reclusos face às provas recolhidas que os levou à condenação: a forma como pensam o crime e como atuam no local. Para além de responder ao objetivo principal, esta dissertação pretende, também, reunir e explicar de forma sucinta a matéria relativa à Prova no Sistema Judicial Português, uma vez que em termos de literatura se afigura difícil encontrar obras que se debrucem sobre este assunto. Pretende-se que seja, assim, um contributo para uma melhor compreensão sobre este tema e despertar um maior interesse nesta área específica que tão importante é para o sistema judicial e forense e para a Criminologia. Consequentemente espera-se poder contribuir para o desenvolvimento de novas perspetivas acerca da abordagem ao local do crime. Tendo em conta o objeto de estudo, afigurou-se necessário realizar entrevistas aos reclusos. Foi utilizada uma metodologia qualitativa, usando a análise de conteúdo para a análise das entrevistas realizadas. Conclui-se que o modus operandi dos reclusos não foi influenciado pelo facto de já terem estado presos anteriormente, mas que recorrem a estratégias para evitar deixar vestígios na cena de crime. Estas estratégias foram aprendidas com a televisão, a prisão e a internet. Os reclusos revelaram ao longo do seu discurso ter conhecimentos acerca de quais são as provas que podem ser recolhidas numa cena de crime e que têm de evitar para não serem identificados. |