Centro de Documentação da PJ
Analítico de Periódico

27908
LEVI, Michael
The media construction of finantial white-collar crimes / Michael Levi
British Journal of Criminology (The), Oxford, Vol. 46, n. 6 (November 2006), p. 1037-1057
Tradução do resumo inserto no próprio artigo.


POLÍCIA E COMUNICAÇÃO SOCIAL, CRIME ECONÓMICO, CRIME DE COLARINHO BRANCO, FRAUDE FINANCEIRA, CORRUPÇÃO

Os crimes de burla são tratados pelos meios de comunicação social enquanto extensões de "infotainment", como celebridades individuais e empresariais em apuros, pessoas "normais" que se viram para a fraude por causa das drogas, do jogo ou do sexo; casos prontamente visualizáveis e muitas vezes de pequenas fraudes (como "fraude de identidade" ou "skimming de cartões") ligados ao "crime organizado" ou "terrorismo"; ou encobrimento a longo prazo de fraude que mostra que o "establisment" é incompetente ou que os empresários/políticos são hipócritas. Estes temas populistas, as acusações e acções reguladoras, as Organizações não-governamentais activas (ONGs) e os grupos de pressão, as tecnologias de comunicação e os riscos de calúnia influenciam quais as actividades empresariais etiquetadas como "fraude" ou "corrupção". Contudo, a imprensa, em crescimento, especializada em negócios e em tecnologia, bem como os meios de comunicação electrónicos relatam mundialmente casos menos sensacionais envolvendo danos em matéria de reputação, perspectivas de negócio e vulnerabilidade tecnológica e estes afectam empresários (se não o público em geral) de formas que podem ser negligenciadas pelos meios de comunicação social tradicionais e pelos estudos sobre criminalidade.