Centro de Documentação da PJ CD 352 |
| CUSSON, Maurice La surveillance et la télésurveillance : sont-elles efficaces? / Maurice Cusson Revue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique, Genève, Vol. 58, n.º 2 (Avril-Juin 2005), p. 131-150 VIDEOVIGILÂNCIA, VIGILÂNCIA POLICIAL A vigilância constitui um elemento essencial em qualquer sistema de controlo da criminalidade. No passado, a vigilância da criminalidade era assegurada pela vigia policial, constatando-se que, a partir do séc. XVII, havia já em Paris numerosos informadores de polícia e agentes "undercover". A nova vigilância caracteriza-se por um amplo recurso às novas tecnologias (microfones, vigilância electrónica, vigilância física, vigilância por televisão em circuito fechado (CCTV), biometria). Embora a vigilância contribua para a prevenção criminal, para a repressão e para a neutralização, o âmbito do seu impacto tem sido sobreestimado. O conjunto das avaliações científicas efectuadas ao sistema de televisão em circuito fechado (CCTV), identifica as falhas e o sucesso de tais operações de vigilância. Se se verifica que os delinquentes se adaptam às forças e às fraquezas dos dispositivos de videovigilância, verifica-se também que um bom sistema de videovigilância os faz recuar. Neste âmbito, constata-se que a vigilância por televisão em circuito fechado obteve os melhores resultados nos seguintes casos: 1. nos delitos visíveis; 2. nos delinquentes que não se confrontam com as suas vítimas; 3. nos locais em que a fuga é difícil; 4. nos casos em que a detecção de um incidente é seguida de uma intervenção; 5. nos casos em que a presença de câmaras de vídeo é conhecida; 6. nos casos em que um elevado número de incidentes é seguido por um elevado número de intervenções. |