Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD215
SIMÕES, Alice Margarida Martins dos Santos
Psicopatia na adolescência [Documento electrónico] / Alice Margarida Martins dos Santos Simões.- Covilhã : [s.n.], 2011.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Tese para obtenção do grau de Doutor em Psicologia, apresentada à Universidade da Beira Interior, tendo como orientadores Rui Abrunhosa Gonçalves (UM), José Pinto Lopes (UTMAD) e Maria de Fátima de Jesus Simões (UBI). Resumo do autor. Ficheiro de 2,49 MB em formato PDF (232 p.).


PERSONALIDADE, JOVEM, PERFIL PSICOLÓGICO, ANÁLISE SOCIAL, ESTUDO DE CASOS, TESE, PORTUGAL

Com a presente tese pretendemos afirmar a possibilidade de identificação de traços de psicopatia na adolescência, em contracorrente com a posição teórica que afirma tratar-se de uma perturbação de personalidade do adulto. Em segundo lugar, constituindo a tese principal, sustentada pela hermenêutica da teoria da vinculação, pretendemos defender que os padrões de vinculação estabelecidos com pais e amigos podem constituir-se como fatores de vulnerabilidade risco (contributo positivo) e de vulnerabilidade protetora (contributo negativo) para o desenvolvimento de traços de psicopatia na adolescência. Os padrões de vinculação, aos pais e aos amigos, avaliados foram os seguintes: confiança, comunicação e atenção/alienação, conforme Armsden e Greenberg (2007), utilizando-se o inventário de vinculação aos pais e amigos - IPPA3. E os traços de psicopatia foram avaliados pela versão adaptada do inventário de psicopatia para a adolescência –o YPI, de Andershed, Kerr, Satin, e Levander (2002); como medida paralela utilizámos uma versão adaptada do inventário de autorrelato de Paulhus, Hemphill, e Hare (in press), o SRP III 12. O estudo foi realizado numa amostra de 500 adolescentes, dos 12 aos 18 anos de idade (M= 14,87), que frequentavam duas escolas do ensino regular e duas escolas do ensino profissional. As principais hipóteses estabeleceram que a má qualidade dos padrões de vinculação seria preditora do desenvolvimento de traços de psicopatia, admitindo-se existir diferentes contributos consoante se considerasse a vinculação à mãe ao pai ou aos amigos. Os principais resultados vieram confirmar, parcialmente, as hipóteses colocadas em tese: os padrões de vinculação identificados como fatores de vulnerabilidade protetora foram os padrões comunicação mãe, confiança pai, comunicação e atenção amigos. O padrão de vinculação identificado como fator de vulnerabilidade risco foi o padrão de comunicação pai.