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| NASCIMENTO, Nivio Caixeta do Entre as leis e o mundo [Documento electrónico] : polícia e administração de conflitos numa perspectiva comparativa / Nivio Caixeta do Nascimento.- Brasília, DF : [s.n.], 2003.- 1 CD-ROM ; 12 cm Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em Antropologia Social como requisito parcial à obtenção do título de Doutor em Antropologia Social. Resumo inserto na própria publicação. Ficheiro de 1,05 Mb em formato pdf (204 p.). Disponível também em: http://www.unb.br/ceam/nepem/banco/TeseNivioCaixeta.pdf. Acedido em 19 de Abril de 2007. GESTÃO DE CONFLITOS, ORGANIZAÇÃO POLICIAL, ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA, CONDUTA POLICIAL, BRASIL, CANADÁ O objetivo desta tese é comparar instituições policiais estatais do Distrito Federal/Brasil e da municipalidade de Ottawa/Canadá por meio de algumas de suas maneiras específicas de administrar conflitos. Partindo de duas experiências etnográficas, serão abordados leis, normas e procedimentos oficiais bem como um gradiente de práticas e representações informais do cotidiano, muitas delas produzidas na intimidade das instituições policiais. A comparação destes tipos de evento envolve estabelecer similaridades de forma – os conflitos são dados da vida social e existem instituições como a polícia para administrá-los – e diferenças entre os conteúdos que repousam em experiências históricas, políticas, econômicas, sociais e culturais particulares. Não seria possível entender os processos de administração de conflitos em questão sem levar em conta que os policiais estão submetidos, no cotidiano de suas profissões, a uma série de códigos normativos tais como leis criminais, padrões de conduta, regimentos, entre outros. Por outro lado, o mundo que se apresenta cotidianamente aos “agentes da lei” não pode ser totalmente previsto e classificado nos códigos oficiais. Além de sua administração legal, os conflitos encontram também diferentes formas de administração no mundo do cotidiano. Comparativamente, isto implica pensar as polícias como instituições fundamentais na administração da justiça ao articular cotidianamente uma linguagem do Estado prevista nas leis e a moralidade presente em repertórios culturais mais amplos. |