Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD318
DURÃO, Lúcia Filipa Caldeira
Fatores de risco e proteção, comportamentos antissociais e consumo de substâncias ilícitas em jovens institucionalizados [Documento electrónico] / Lúcia Filipa Caldeira Durão.- Portalegre : [s.n.], 2020.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação para obtenção do grau de Mestrado em Educação e Proteção de Crianças e Jovens em Risco, apresentada à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Portalegre, sob a orientação de Maria Luísa Panaças. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 318 KB em formato Word (111 p.).


JOVEM, COMPORTAMENTO DESVIANTE, DELINQUÊNCIA JUVENIL, ESTABELECIMENTO TUTELAR, TESE

Os contextos familiares e escolares têm um grande impacto na vida das crianças e jovens sendo uma das principais causas da violência juvenil. É através destes meios de socialização que se constrói uma aprendizagem, podendo originar comportamentos desviantes e delinquentes e uma possível situação de acolhimento. A relação entre pais e filhos é fundamental na determinação de comportamentos, tal como a existência de fatores de proteção após o nascimento tornando-se indispensáveis no combate aos fatores de risco. Os “Fatores de Risco e Proteção, Comportamentos Antissociais e Consumo De Substâncias Ilícitas em Jovens Institucionalizados” é uma investigação que pretende compreender os fatores que estão intrínsecos às histórias de vida e que conduziram ao acolhimento institucional, bem como a forma como o desenvolvimento das crianças e jovens entre a infância e a adolescência pode ou desencadeia comportamentos de risco/perigo. Para tal foi utilizada a metodologia de histórias de vida através de uma abordagem qualitativa, com recurso a entrevistas semiestruturadas a sete jovens institucionalizados do sexo masculino. Como objetivos específicos pretendeu-se: analisar teoricamente comportamentos de risco/perigo; compreender como é que os fatores de risco que estão inerentes aos jovens/adolescentes podem desencadear comportamentos desviantes; identificar as consequências que estão subjacentes à prática de atos delinquentes e comportamentos antissociais; e compreender o processo de mudança que o jovem tem de ultrapassar desde que é institucionalizado. Os resultados evidenciam que o grande fator de origem do acolhimento reside na família; os fatores de risco mais manifestos são sobretudo a negligência, os maus tratos, a ausência da figura paterna, os problemas socioeconómicos, os consumos de estupefacientes, o insucesso escolar e a exclusão social; o ambiente familiar e o temperamento da criança estão relacionados entre si; as vivências anteriores à institucionalização têm impacto na vida das crianças e jovens; o processo de adaptação em casa de acolhimento não é fácil e os jovens têm perspetivas para o seu futuro.