Centro de Documentação da PJ CD 358 |
| FERREIRA, Ana Miguel Insolvência, reclusão prisional e dignidade [Recurso eletrónico] : os limites da apreensão de bens para um trio (im)provável / Ana Miguel Ferreira Scientia Ivridica, Braga, Tomo 74, n.º 367 (Setembro-Dezembro 2024), p. 375-393 Ficheiro de 535 KB em formato PDF. APREENSÃO DE BENS, FALÊNCIA, DIREITO DA INSOLVÊNCIA, PRESO, PENA DE PRISÃO A discussão de estabelecimento de limites máximos e mínimos para a apreensão de bens, no domínio do direito da insolvência, é premente, atendendo à necessidade de concatenar a satisfação de créditos com as repercussões sentidas na esfera do devedor, mormente, com a imperatividade de ser mantida a mínima condignidade no seu estilo de vida. Certo é que a questão se altera quando o insolvente assume, também, a posição de recluso em Estabelecimento Prisional. A concomitante situação de insolvência em estado de reclusão prisional não é uma eventualidade incomum. Aliás, não raras vezes, é a própria situação de reclusão que proporciona o decréscimo de rendimentos e impulsiona a declaração do insolvente, como tal. Neste caso, todavia, é o Estado que assegura, a priori, as mínimas condições necessárias para a realização de uma vida com a devida dignidade aos reclusos em Estabelecimento Prisional, o que desencadeia a essencialidade de demarcar as fronteiras na apreensão de bens, tratando a singularidade destes casos com a necessária diferença. A presente investigação tem por desiderato uma análise detalhada sobre a particularidade das situações descritas, visando humildemente contribuir para a construção de um regime justo e, sobretudo, equitativo, no que tange à aplicação do direito da insolvência aos reclusos em Estabelecimento Prisional, e, assim, desenhar soluções que permitam um justo equilíbrio entre a posição dos insolventes e a dos seus credores. |