Centro de Documentação da PJ
Monografia

CD371
Sousa, Márcia Alexandra Ferreira de
Trajetórias ocultas [Recurso eletrónico] : tráfico de pessoas para exploração do trabalho / Márcia Alexandra Ferreira de Sousa.- Porto : [s.n.], 2024.- 1 CD-ROM ; 12 cm
Dissertação apresentada à Faculdade de Direito da Universidade do Porto para obtenção do grau de Mestre em Criminologia, tendo como orientadora Rita Faria. Ficheiro de 864 KB em formato PDF (100 p.).


TRÁFICO DE PESSOAS, CRIME ORGANIZADO, ESCRAVATURA, ESTUDO DE CASOS, METODOLOGIAS

Esta dissertação tem como objetivo principal aceder e compreender a perceção e as experiências dos inspetores da Polícia Judiciária relativamente ao crime de Tráfico de Pessoas, particularmente aquele realizado para fins de exploração do trabalho. Para o efeito foram formuladas questões de investigação que permitem, sob o ponto de vista dos inspetores, analisar o crime de Tráfico de Pessoas quanto à sua complexidade, perfil dos ofensores e modus operandi, perfil das vítimas, suporte prestado pelas instituições de apoio e quanto à investigação do crime propriamente dita, de onde se releva a opinião dos entrevistados face à legislação existente, as diligências usualmente utilizadas, o processo de cooperação nacional e internacional e, por fim, as dificuldades percebidas. Assim, foi realizado um estudo empírico de cariz qualitativo, tendo sido criado um guião de entrevista e realizadas entrevistas qualitativas semiestruturadas a oito inspetores da Polícia Judiciária com competência de atuação em Portugal, tendo em conta as suas funções. Após a recolha de dados, foi feita uma análise de conteúdo que permitiu dar resposta às questões de investigação, tendo sido criadas categorias e subcategorias. Deste modo, os resultados revelam preocupações dos entrevistados relativamente ao crime de Tráfico de Pessoas, bem como sugestões de melhorias a serem implementadas para que se torne mais célere e eficaz a atuação da polícia nesta matéria. Os resultados obtidos demonstram que as opiniões dos entrevistados são relativamente concordantes ao considerarem que o principal problema deste crime reside na complexidade do mesmo. Os entrevistados afirmam que, daquilo que é a sua perceção, o tipo de exploração mais perpetrado é para a vertente do trabalho, sendo que as vítimas são maioritariamente do sexo masculino, de nacionalidade portuguesa e que são pessoas altamente vulneráveis.