Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00017997 | ||
| Relator: | NEVES MAGALHÃES | ||
| Descritores: | CRIME PÚBLICO CRIME SEMI-PÚBLICO APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL NO TEMPO SUCESSÃO DE LEIS NO TEMPO RENÚNCIA DA QUEIXA LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO CASO JULGADO FORMAL | ||
| Nº do Documento: | RP199606059640412 | ||
| Data do Acordão: | 06/05/1996 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J V N GAIA 2J | ||
| Data Dec. Recorrida: | 01/18/1996 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. CONFIRMADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - TEORIA GERAL. DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CP95 ART2 N4 ART113 ART116 N1. CPP87 ART48 ART49 N1. CPC67 ART672. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1995/10/04 IN CJSTJ T3 ANOIII PAG202. AC STJ DE 1995/11/02 IN CJSTJ T3 ANOIII PAG226. | ||
| Sumário: | I - Acusado um arguido como autor de um crime que à data da prática dos factos era de natureza pública mas que lei posterior transformou em crime semi- -público, e tendo transitado em julgado o despacho do juiz que ordenou a notificação do titular do direito de queixa " para vir dizer se pretendia o prosseguimento do procedimento criminal, com a advertência expressa de que, nada dizendo, os autos seriam arquivados atenta a ausência de queixa ", e nada tendo aquele dito, há que concluir que a conduta do ofendido traduz inequivocamente a renúncia ao direito de fazer prosseguir o processo e a desistência de se utilizar da via judicial para fazer valer os seus direitos contra o arguido. II - O direito de renúncia assiste-lhe dado que o crime passou a revestir natureza semi-pública, pondo-se assim em relevância o interesse privado em face do interesse público. III - É por isso de confirmar o despacho do juiz que julgou o Ministério Público parte ilegítima ao abrigo do preceituado nos artigos 2 n.4 e 113 do Código Penal de 1995 e 48 e 49 n.1 do Código de Processo Penal. IV - No primeiro despacho ( o que ordenou a notificação ) está contida explicitamente a solução jurídica adoptada no segundo ( o que julgou o Ministério Público parte ilegítima ), sendo este uma consequência lógica daquele, e por isso o trânsito em julgado do primeiro impõe o acatamento do decidido no segundo. | ||
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