Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00024698 | ||
| Relator: | SOUSA PEIXOTO | ||
| Descritores: | ACIDENTE DE TRABALHO PRESUNÇÕES DIREITO DE ACÇÃO CADUCIDADE CONHECIMENTO OFICIOSO | ||
| Nº do Documento: | RP199812039810959 | ||
| Data do Acordão: | 12/03/1998 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Referência de Publicação: | CJ T5 ANOXXIII PAG247 | ||
| Tribunal Recorrido: | T TRAB PENAFIEL | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 719/94-2 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 06/29/1998 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | REVOGADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR TRAB - ACID TRAB. | ||
| Legislação Nacional: | L 2127 DE 1965/08/03 BASEV N1 N4 BASEXXXVIII N1 BASEXLI. D 360/71 DE 1971/08/21 ART12 N1. | ||
| Sumário: | I - O conceito legal de acidente de trabalho integra um elemento temporal ( tempo de trabalho ), um elemento espacial ( local de trabalho ) e dois elementos causais ( nexo de causalidade entre o acidente e as lesões e nexo entre estas e a morte ou a redução na capacidade de ganho ou de trabalho ). II - Segundo a regra geral, caberia ao sinistrado ( ou aos beneficiários ) o ónus de provar todos os elementos que delimitam o acidente de trabalho ( n.1 do artigo 343 do Código Civil ). III - Todavia, a lei estabelece duas presunções a seu favor, uma consignada no n.4 da Base V da Lei n.2127 e outra no n.1 do artigo 12 do Decreto n.360/71, de 21 de Agosto, embora muitas vezes sejam tratadas na jurisprudência como se fossem uma só presunção. IV - Segundo o n.4 da Base V, a lesão, perturbação ou doença que for reconhecida logo a seguir a um acidente presume-se que é consequência deste, o que significa que o sinistrado fica dispensado de provar o nexo de causalidade entre o acidente e as lesões, mas não de provar o acidente em si. V - Por sua vez, o n.1 do artigo 12 dispensa o sinistrado de fazer a prova do acidente, dado que, até prova em contrário, se presume que a lesão observada no local e no tempo de trabalho ou nas circunstâncias previstas no n.2 da Base V é consequência de acidente ( e não do acidente, como se lê em algumas compilação da legislação ). VI - Não estando provada a existência de lesões que são o facto fundamento daquelas presunções, a acção não pode ser julgada procedente com bases nas referidas presunções legais. VII - O direito de acção por acidente de trabalho caduca no prazo de um ano, a contar da data da cura clínica ou da morte, e é de conhecimento oficioso, por dizer respeito a créditos indisponíveis ( Base XLI e artigo 333 n.1 do Código Civil ). | ||
| Reclamações: | |||