Acórdão do Tribunal da Relação do Porto
Processo:
9840277
Nº Convencional: JTRP00023562
Relator: VEIGA REIS
Descritores: FURTO QUALIFICADO
MODO DE VIDA
Nº do Documento: RP199805139840277
Data do Acordão: 05/13/1998
Votação: UNANIMIDADE
Tribunal Recorrido: T J PESO REGUA
Processo no Tribunal Recorrido: 179/97
Data Dec. Recorrida: 01/19/1998
Texto Integral: N
Privacidade: 1
Meio Processual: REC PENAL.
Decisão: NEGADO PROVIMENTO. CONFIRMADA A SENTENÇA.
Área Temática: DIR CRIM - CRIM C/PATRIMÓNIO.
Legislação Nacional: CP82 ART297 N2 A.
CP95 ART204 N1 B.
Jurisprudência Nacional: AC STJ DE 1991/10/07 IN CJ T4 ANOXVI PAG34.
AC STJ DE 1992/01/09 IN CJ T1 ANOXVII PAG8.
AC STJ DE 1992/06/17 IN CJ T3 ANOXVII PAG47.
Sumário: I - A profissionalidade a que alude o artigo 297 n.2 alínea a) do Código Penal de 1982 ( hoje, alínea b) do n.1 do artigo 204 do Código Penal de 1995 ) consiste na prática reiterada de crimes de furto, adoptada pelo agente como meio de assegurar, no todo ou em parte, a satisfação das suas necessidades de subsistência, encarando essa actividade como forma normal de garantir o seu sustento.
II - É de concluir que o arguido faz da prática de furtos modo de vida, ao dar-se como provado que praticou um crime de furto qualificado em 7 de Fevereiro de 1995, tendo na altura 21 anos de idade, e sofreu condenações por outros crimes de furto cometidos em 8 de Outubro de 1992 e 27 de Maio de 1995 e por um crime de roubo em 1 de Outubro de 1992, pendendo ainda uma acusação contra ele, por pouco antes de 7 de Fevereiro de 1995, ter praticado outro crime de furto, além de que se deu como provado que " é useiro e vezeiro no cometer crimes de furto e faz desta prática o seu modo de vida ".
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