Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00016791 | ||
| Relator: | JUDAK FIGUEIREDO | ||
| Descritores: | ACUSAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA PENHORA FIEL DEPOSITÁRIO DESCAMINHO DE OBJECTOS COLOCADOS SOB O PODER PÚBLICO VIOLAÇÃO DE ARRESTO LEGÍTIMO ABUSO DE CONFIANÇA | ||
| Nº do Documento: | RP199505249540096 | ||
| Data do Acordão: | 05/24/1995 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J LAMEGO | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Área Temática: | DIR PROC PENAL. DIR CRIM - CRIM C/ESTADO. | ||
| Legislação Nacional: | CPP87 ART311 N2 A. CP82 ART397. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1986/12/10 IN TJ N26 PAG20. AC RP DE 1986/05/28 IN BMJ N357 PAG491. AC RP DE 1987/04/01 IN BMJ N366 PAG566. AC RP DE 1990/05/09 IN BMJ N397 PAG566. | ||
| Sumário: | I - A acusação só é " manifestamente infundada " ( artigo 311 n. 2 alínea a) do Código de Processo Penal ) quando por forma clara e evidente, é desprovida de fundamento, seja por ausência de factos que a suportou, seja porque os factos não são subsumíveis a qualquer norma jurídico-penal, constituindo a submissão a julgamento uma flagrante violência e injustiça para o arguido. II - A conduta do fiel depositário, dono do objecto penhorado entregue a sua guarda, que não o entrega, apesar de notificado para o efeito, com a comunicação de que, se não o fizer, incorre em procedimento criminal, é subsumível à previsão do artigo 397 do Código Penal de 1982, sendo de rejeitar o entendimento que vê nessa atitude a prática de um crime de abuso de confiança por não estar minimamente indiciado que o arguido se apropiou da coisa. | ||
| Reclamações: | |||