Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
| Processo: |
| ||
| Nº Convencional: | JTRP00008236 | ||
| Relator: | COSTA MORTAGUA | ||
| Descritores: | ARRENDAMENTO PARA HABITAÇÃO RESIDÊNCIA PERMANENTE FALTA ARRENDATÁRIO DOENÇA CASO DE FORÇA MAIOR ÓNUS DA PROVA | ||
| Nº do Documento: | RP199304019110155 | ||
| Data do Acordão: | 04/01/1993 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J BRAGANÇA | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 83/89-3S | ||
| Data Dec. Recorrida: | 11/07/1990 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A SENTENÇA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR CONTRAT. | ||
| Legislação Nacional: | L 2030 DE 1948/06/22 ART69 N1 A. CCIV66 ART342 N2 ART1093 N1 I N2 A. RAU90 ART64 N1 I N2 A. | ||
| Sumário: | I - A doença do arrendatário só é relevante para obstar ao despejo com fundamento na falta de residência no arrendado desde que ele, em consequência dessa mesma doença, fique impedido, temporariamente embora, de residir no locado, isto é, desde que prove que a sua doença impôs a sua saída do locado para ser tratado ou internado, pois só assim a desocupação do locado por parte do arrendatário se reveste de inevitabilidade ou imprevisibilidade. II - À doença do arrendatário equipara a lei o caso de força maior, que traduz um acontecimento que seja inevitável e o arrendatário o não possa impedir nem fugir às respectivas consequências. III - É ao arrendatário que incumbe demonstrar a doença ou caso de força maior que impedem a sua permanência no arrendado. | ||
| Reclamações: | |||