Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00029035 | ||
| Relator: | PINTO MONTEIRO | ||
| Descritores: | PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL EXAME LABORATORIAL PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DA AUDIÊNCIA NULIDADE | ||
| Nº do Documento: | RP200005100040035 | ||
| Data do Acordão: | 05/10/2000 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | 3 J CR MATOSINHOS | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 563/97 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 10/28/1999 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Indicações Eventuais: | LIVRO 141 REG 59 (9 FLS) | ||
| Área Temática: | DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CPP98 ART120 N2 D ART328 N3 B ART340 N1 N3 N4. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1999/03/24 IN CJSTJ T1 ANOVII PAG257. | ||
| Sumário: | I - Nos termos do artigo 340 n.1 do Código de Processo Penal, impõe-se ao tribunal, com base no princípio da verdade material, a produção de todos os meios de prova que se afigurem necessários à descoberta daquela e à boa decisão da causa, ainda que não constem da acusação. II - Afigurando-se ao Ministério Público a necessidade de produção de um determinado meio de prova (in casu, a realização de um exame laboratorial para se apurar da falsidade ou não de uma assinatura), o respectivo requerimento só pode ser indeferido nos casos previstos nos ns.3 e 4 daquele normativo. III - A tal não obsta o princípio da continuidade da audiência, já que, na hipótese em apreço, existe absoluta necessidade de tal exame, indisponível na altura em que aquela estava a decorrer (artigo 328 n.3 alínea b) do Código de Processo Penal). IV - Tendo o requerimento sido indeferido, verifica-se a nulidade prevista no artigo 120 n.2 alínea d) do aludido Código. | ||
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| Decisão Texto Integral: |