Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00013438 | ||
| Relator: | CASTRO RIBEIRO | ||
| Descritores: | ATESTADO MÉDICO FALSIDADE | ||
| Nº do Documento: | RP199003210123827 | ||
| Data do Acordão: | 03/21/1990 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J POVOA VARZIM 2J | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/SOCIEDADE. DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CP82 ART26 ART28 ART234 N1 N4. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1984/07/18 IN BMJ N339 PAG276. | ||
| Sumário: | I - Não é falso o atestado que o médico passou a pedido do arguido que disse destinar-se a justificar faltas ao trabalho durante certo período, mas tinha a intenção de dele se servir, como serviu, para justificar duas faltas a audiências de julgamento, se o médico, nesse período, o examinou e constatou que ele sofria de depressão que recomendava repouso e, no acto do pedido, por entender que o seu regresso ao trabalho só deveria ocorrer daí a três dias, passou o atestado com a correspondente data posterior. II - Assim o arguido não pode ser incriminado como autor de um crime previsto e punido pelos artigos 26, 28 e 234, n. 1 do Código Penal, tanto mais que não é curial invocar o segundo dos preceitos indicados quando se alega que enganou o médico, mas se verifica que nada teve a ver com o facto de o clínico ter passado o atestado com data posterior que abrange o dia em que ocorreu a segunda falta à audiência. III - A circunstância de o arguido ter usado o atestado para justificar as faltas à audiência não é suficiente para subsumir a sua conduta ao artigo 234, n. 4 do Código Penal. | ||
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