Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00014741 | ||
| Relator: | MATOS MANSO | ||
| Descritores: | OFENSAS CORPORAIS OFENSAS CORPORAIS VOLUNTÁRIAS DOLO EVENTUAL NEXO DE CAUSALIDADE | ||
| Nº do Documento: | RP199505039330621 | ||
| Data do Acordão: | 05/03/1995 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T J V N FAMALICÃO | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. REVOGADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/PESSOAS. | ||
| Legislação Nacional: | CP82 ART13 ART14 N3 ART15 A ART142 N1. CPP87 ART410 N2. | ||
| Sumário: | I - Provando-se que o arguido arremessou voluntariamente um balde em direcção ao ofendido que, nessa altura, conduzia um velocípede com motor, o qual passou rente à cabeça deste, que, por isso, se desequilibrou e estatelou no solo, vindo a sofrer ferimentos, mas não constando da sentença que ele tenha querido o resultado, que tenha previsto o mesmo como consequência necessária da sua conduta ou que, tendo-o previsto, haja actuado admitindo que tal resultado acontecesse, não se pode concluir ter o arguido incorrido na prática do crime do artigo 142 n.1, do Código Penal. II - É que, apesar de perante tais factos, não poder deixar de reconhecer-se que o arguido previu como consequência normal do arremesso do balde que o ofendido perdesse o equilíbrio, caísse e sofresse lesões corporais, já que tal previsibilidade resulta da experiência comum, os elementos de facto recolhidos não são suficientes para se concluir que o arguido actuou com dolo, ao menos eventual, pois desconhece-se se ele se conformou com o resultado ou se confiou que o mesmo não viria a acontecer. | ||
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