Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00004320 | ||
| Relator: | JUDAK FIGUEIREDO | ||
| Descritores: | ACUSAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA PODERES DO JUIZ REJEIÇÃO | ||
| Nº do Documento: | RP199101300225822 | ||
| Data do Acordão: | 01/30/1991 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CR PORTO | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Área Temática: | DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CPP87 ART311 N2 A. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RP PROC0409410 DE 1990/05/09. | ||
| Sumário: | I - Ao abrigo do disposto no Artigo 311 nº 2 alínea a), do Código de Processo Penal, o juiz só pode recusar a acusação se ela for manifestamente infundada. II - Acusação manifestamente infundada é a acusação que, por forma clara e evidente, é desprovida de fundamento, seja por ausência de factos que a suportem, seja porque os factos não são subsumíveis a qualquer norma jurídico-penal, constituindo a designação de julgamento flagrante violência e injustiça para o arguido. III - O facto de o juiz, numa altura em que " não dispunha de pedras de toque " da imediação e do contraditório, ter menosprezado o depoimento da testemunha, mediante a consideração de que " nada garante que tenha anotado o número correcto da matrícula ", evidencia, só por si, que a acusação não é manifestamente infundada. | ||
| Reclamações: | |||