Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00032082 | ||
| Relator: | CLEMENTE LIMA | ||
| Descritores: | ARGUIÇÃO DE NULIDADES PRAZO DE ARGUIÇÃO INCIDENTE TRIBUTÁVEL MEIOS DE PROVA AUDIÊNCIA DE JULGAMENTO SENTENÇA REQUISITOS FUNDAMENTAÇÃO FUNDAMENTO DE FACTO OMISSÃO DE PRONÚNCIA NULIDADE DE SENTENÇA REPETIÇÃO | ||
| Nº do Documento: | RP200204240111521 | ||
| Data do Acordão: | 04/24/2002 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | 3 J CR MATOSINHOS | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 230/99 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 12/21/1999 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO PARCIALMENTE. ANULADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR PROC PENAL. DIR TRIB - DIR CUSTAS JUD. | ||
| Legislação Nacional: | CPP98 ART99 N3 D ART120 N2 N3 A ART146 N1 N3 N4 ART323 A ART340 N1 ART354 ART374 N2 ART379 N1 A C. CCJ96 ART84 N1 N2. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1998/03/25 IN BMJ N475 PAG502. AC STJ DE 1999/02/17 IN BMJ N484 PAG281. AC STJ DE 1996/07/04 IN BMJ N459 PAG178. AC STJ DE 1997/01/15 IN CJSTJ T1 ANOV PAG181. AC STJ DE 1998/02/05 IN CJSTJ T1 ANOVI PAG189. AC STJ DE 1998/10/07 IN CJSTJ T3 ANOVI PAG183. AC STJ DE 1997/01/16 IN CJSTJ T1 ANOV PAG202. AC STJ DE 1998/01/21 IN BMJ N473 PAG374. AC RC DE 1997/09/08 IN CJ T4 ANOXXII PAG50. ASS STJ N1/94 DE 1993/12/02 IN DR IS-A 1994/02/11. | ||
| Sumário: | Arguida a nulidade consistente na omissão de diligências (exame ao local), já depois do encerramento da audiência, e por isso a destempo, tal situação deve ser considerada uma ocorrência estranha ao desenvolvimento normal da lide que deve ser tributada. Só os meios de prova cujo conhecimento se considere necessário para a descoberta da verdade, no sentido de habilitarem o julgador a uma decisão justa e criteriosa, devem, na fase de julgamento, ser autorizados ou mesmo oficiosamente produzidos. A indicação de factos provados e não provados por simples remissão para a acusação, para o pedido cível ou para a contestação, não se enquadra no requisito "enumeração" a que se refere o artigo 374 n.2 do Código de Processo Penal, sendo que a sentença não pode referir-se à factualidade provada e não provada usando expressões de ordem genérica, não bastando dizer que "não se provaram quaisquer outros factos com relevância para a decisão". A omissão da enumeração configura nulidade da sentença que pode ser arguida ainda em motivação de recurso para o tribunal superior. A sentença que enferma desse vício deve declarar-se nula, devendo ser repetida a decisão viciada para reparação do vício, se possível pelo mesmo juiz, não sendo caso de repetição do julgamento já que este não é inquinada quando o vício se verifica em momento posterior ao encerramento da audiência. | ||
| Reclamações: | |||
| Decisão Texto Integral: |