Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00013166 | ||
| Relator: | BESSA PACHECO | ||
| Descritores: | CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA MORA INTERPELAÇÃO | ||
| Nº do Documento: | RP199402149321239 | ||
| Data do Acordão: | 02/14/1994 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CIRC LAMEGO | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 88/93-3 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 07/07/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | AGRAVO. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART804 N2 ART805 N2 ART830 N1 N4. CPC67 ART477 ART1456 ART1457. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RL DE 1984/03/29 IN CJ T2 ANOIX PAG119. AC RL DE 1993/06/17 IN CJ T3 ANOXVIII PAG132. | ||
| Sumário: | I - O devedor considera-se constituído em mora quando, por causa que lhe seja imputável, a prestação ainda possível, não foi efectuada no tempo devido. II - Tratando-se de contrato-promessa de compra e venda, em que nada foi clausulado sobre o prazo em que a escritura devia ser outorgada importa ao promitente-comprador interpelar, judicial ou extrajudicialmente, o promitente-vendedor para a celebração da escritura, ou recorrer ao processo de fixação judicial de prazo. III - A fixação judicial de prazo está completamente desprovida de interesse e efeitos jurídicos quando, segundo o autor alega na petição, o réu se recusa a outorgar a escritura pública enquanto não lhe for pago o preço acordado. IV - É suficiente, na versão do autor ( promitente- -comprador ), para constituir o promitente-vendedor em mora, a interpelação alegadamente feita por várias vezes por aquele a este, associado ao facto de este se recusar ( injustificadamente, na perspectiva do autor, por estar liquidado todo o preço ) a outorgar a escritura, sendo de inferir quer dos factos alegados na petição quer dos termos do contrato-promessa que nada obstava a que fosse outorgada a escritura na sequência das referidas interpelações. V - Na verdade, na versão do autor, há um retardamento da celebração, ainda provável, da escritura, já que esta não foi outorgada no tempo devido, sendo tal retardamento imputável ao réu. VI - Nestes termos não é de rejeitar a petição inicial da acção em que se requer a execução específica do contrato-promessa, com o fundamento de não estar fixado, judicial ou consensualmente, o prazo para a celebração da correspondente escritura. | ||
| Reclamações: | |||