Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00027024 | ||
| Relator: | RIBEIRO DE ALMEIDA | ||
| Descritores: | IMPUGNAÇÃO PAULIANA CREDOR PRESSUPOSTOS ÓNUS DA PROVA MÁ FÉ OBRIGAÇÃO CUMPRIMENTO GARANTIA DO PAGAMENTO PATRIMÓNIO DO DEVEDOR | ||
| Nº do Documento: | RP199910189950821 | ||
| Data do Acordão: | 10/18/1999 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CIRC BRAGANÇA | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 131/96 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | CONFIRMADA A SENTENÇA. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART601 ART610 ART611 ART342 ART344 N1 ART612 ART604 ART512 N2. | ||
| Sumário: | I - O cumprimento de uma obrigação é garantido pelo património do devedor, constituído por todos os bens penhoráveis. II - Contra actos do devedor que afectem a consistência do crédito, tornando impossível ou agravando a sua satisfação, pode o credor reagir através da acção pauliana. III - São pressupostos da acção pauliana: a) Prática de um acto que não seja de natureza pessoal; b) De que resulte, para o credor, a impossibilidade de obter a satisfação do seu crédito ou o agravamento dessa impossibilidade; c) Que esse acto seja gratuito, ou oneroso havendo má fé; d) Existência de um crédito anterior ou posterior quando o acto tenha sido realizado dolosamente com o fim de impedir a satisfação do direito do futuro credor. IV - O credor só tem que provar o montante da dívida sendo ao devedor ou a algum interessado que cabe a prova de que o obrigado possui bens penhoráveis de valor igual ou superior. V - A prova do segundo dos requisitos deve resultar da comparação do montante das dívidas com o valor dos bens penhoráveis do património do devedor. VI - Sendo o acto oneroso, a impugnação só pode proceder se o devedor e o terceiro agiram de má fé, entendendo-se esta como a consciência do prejuízo que o acto causa ao credor. | ||
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