Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00020676 | ||
| Relator: | COSTA MORTAGUA | ||
| Descritores: | OFENSAS À HONRA DANOS NÃO PATRIMONIAIS NEGLIGÊNCIA EQUIDADE | ||
| Nº do Documento: | RP199703199710114 | ||
| Data do Acordão: | 03/19/1997 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE. | ||
| Tribunal Recorrido: | T J ARMAMAR | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 15/96 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 11/20/1996 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO PARCIALMENTE. | ||
| Indicações Eventuais: | CITA PIRES DE LIMA E ANTUNES VARELA IN CÓDIGO CIVIL ANOTADO I PAG486. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG / DIR RESP CIV. | ||
| Legislação Nacional: | CCIV66 ART483 N1 ART484 ART494 ART496 ART566. | ||
| Sumário: | I - Embora não se tendo provado que o arguido agiu com dolo, mesmo genérico, na ofensa à honra da ofendida ao referir, no café e em voz alta, que a vira agarrada com o artista que estava na obra do pai e " isto é uma pouca vergonha ", o que levou a que a ofendida se sentisse envergonhada e vexada, com grave afectação do seu relacionamento com seus pais e tendo passado a ser olhada de soslaio pelos conterrâneos - uns e outros moralmente conservadores, tradicionalistas e predominantemente católicos - mostram-se reunidos os pressupostos geradores do dever de reparação do dano causado: o facto, a ilicitude, a imputação do facto ao lesante, o dano e o nexo de causalidade entre o facto e o dano. II - A ilicitude em apreço traduz-se na violação do direito subjectivo da ofendida ao bom nome e reputação, que o arguido violou ao afirmar e divulgar factos capazes de a prejudicarem, agindo com negligência ou mera culpa já que lhe era exigível, em face das circunstâncias concretas, que agisse doutro modo, sendo certo que podia e devia fazê-lo, devendo a indemnização obedecer a princípios de equidade. | ||
| Reclamações: | |||