Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00025330 | ||
| Relator: | CAHAPUZ GUERRA | ||
| Descritores: | CHEQUE SEM PROVISÃO DESCRIMINALIZAÇÃO PEDIDO CÍVEL PROSSEGUIMENTO DO PROCESSO RESPONSABILIDADE CONTRATUAL RESPONSABILIDADE EXTRA CONTRATUAL CONTRATO-PROMESSA DE COMPRA E VENDA TRIBUNAL CÍVEL ACÇÃO CÍVEL CAUSA DE PEDIR | ||
| Nº do Documento: | RP199906029940509 | ||
| Data do Acordão: | 06/02/1999 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | 1 J CR MATOSINHOS | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 389/97 | ||
| Data Dec. Recorrida: | 09/25/1998 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. REVOGADA A DECISÃO. | ||
| Área Temática: | DIR CIV - DIR OBG / DIR RESP CIV. DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CPP98 ART377 N1. CCIV66 ART483. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC STJ DE 1996/01/25 IN CJSTJ T1 ANOIV PAG189. AC STJ DE 1996/12/10 IN CJSTJ T3 ANOIV PAG202. AC STJ DE 1998/04/02 IN CJSTJ T2 ANOVI PAG179. | ||
| Sumário: | I - O artigo 377 n.1 do Código de Processo Penal só tem aplicação quando esteja em causa um caso de responsabilidade extracontratual ( fundada num facto ilícito ou, quando muito, no risco ) e não também nas hipóteses de responsabilidade civil fundada na existência de um contrato. II - Descriminalizada a conduta da arguida, acusada por crime de emissão de cheque sem provisão, face ao regime estabelecido pelo Decreto-Lei n.316/97, de 19 de Novembro, e tendo o processo prosseguido para conhecimento do pedido civil, vindo a provar-se que o cheque se destinava a devolver ao promitente comprador a quantia por este entregue a título de sinal ao promitente vendedor ( a arguida, companheira deste, a pedido de quem passou o cheque, não teve qualquer intervenção nem assumiu qualquer obrigação no contrato promessa de compra e venda de um imóvel ), não tem o tribunal, no processo penal, de apreciar e decidir do pedido civil. Por outro lado, verificando-se que o promitente-comprador intentou no tribunal civil contra o promitente-vendedor acção de condenação, com processo sumário, visando a condenação deste no pagamento da quantia que havia peticionado no pedido cível deduzida no processo penal, a qual foi julgada procedente, sendo os mesmos os fundamentos das duas acções, impõe-se agora absolver a arguida relativamente ao pedido de indemnização cível contra ela deduzido. | ||
| Reclamações: | |||