Acórdão do Tribunal da Relação do Porto
Processo:
9721226
Nº Convencional: JTRP00025038
Relator: MAXIMIANO DE ALMEIDA
Descritores: ARRENDAMENTO PARA COMÉRCIO OU INDÚSTRIA
DESVIO DE FIM DO ARRENDADO
DESPEJO
ABUSO DE DIREITO
Nº do Documento: RP199901289721226
Data do Acordão: 01/28/1999
Votação: UNANIMIDADE
Tribunal Recorrido: T J V N GAIA 2J
Processo no Tribunal Recorrido: 659/92-1
Data Dec. Recorrida: 05/20/1997
Texto Integral: N
Privacidade: 1
Meio Processual: APELAÇÃO.
Decisão: CONFIRMADA A SENTENÇA.
Área Temática: DIR CIV - TEORIA GERAL / DIR CONTRAT.
Legislação Nacional: CCIV66 ART334 ART1038 C.
RAU90 ART64 N1 B.
Jurisprudência Nacional: AC STJ DE 1994/07/12 IN CJSTJ T2 ANOII PAG174.
AC RL DE 1986/07/17 IN CJ T4 ANOXI PAG134.
AC RL DE 1992/07/09 IN CJ T4 ANOXVII PAG144.
AC RL DE 1995/01/17 IN CJ T1 ANOXX PAG87.
AC RC DE 1977/07/01 IN CJ T4 ANOII PAG800.
Sumário: I - Se num contrato de arrendamento urbano um prédio foi arrendado para " estabelecimento de drogas e materiais de construção " não podendo, sem autorização do senhorio, ser aplicado a qualquer outro fim, deste não há desvio quando ali se venda ( além de tintas, gesso, betume, lexívias, sabonetes, lacas, redes, pregos, diluentes, benzina, água-rás ) rádios, ventiladores, relógios de cozinha, secadores, sapatos, sapatilhas, chinelos, flores artificiais, louças diversas, cassetes vídeo e gás.
II - É ilegítimo o exercício de um direito em contradição com o comportamento assumido anteriormente pelo exercente, por ser contrário aos princípios impostos pela boa fé.
Reclamações: