Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00019078 | ||
| Relator: | CESARIO DE MATOS | ||
| Descritores: | DESPEJO EMBARGOS DE TERCEIRO CASA DA MORADA DE FAMÍLIA CAUSA DE PEDIR NOVO ARRENDAMENTO | ||
| Nº do Documento: | RP199606139630115 | ||
| Data do Acordão: | 06/13/1996 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CIV PORTO 1J | ||
| Processo no Tribunal Recorrido: | 3012-B | ||
| Data Dec. Recorrida: | 06/30/1993 | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | APELAÇÃO. | ||
| Decisão: | NEGADO PROVIMENTO. | ||
| Indicações Eventuais: | O PROCESSO RECORRIDO É DA SEGUNDA SECÇÃO DO ANO DE 1993. | ||
| Área Temática: | DIR PROC CIV. | ||
| Legislação Nacional: | RAU90 ART83 ART84. CCIV66 ART1110 N1 ART1682-B. | ||
| Sumário: | I - No caso de embargos de terceiro para defesa de uma situação de mera detenção - a casa locada -, a causa de pedir é a relação jurídica de mera detenção. II - Decretado o despejo contra o arrendatário de prédio urbano para habitação, são improcedentes os embargos de terceiro deduzidos pela ex-mulher do inquilino com base no requerimento feito ao Tribunal de Família para lhe ser atribuido o direito ao arrendamento da casa de morada de família : além de não estar demonstrado que esse direito lhe será atribuido, na data do requerimento já tinha sido decretada, em definitivo, a resolução do contrato, contrato este que não se comunica ao cônjuge. III - O regime do artigo 1682-B do Código Civil não tem aplicação quando a resolução do contrato é pedida judicialmente pelo senhorio. IV - Há legitimidade passiva quando a acção de despejo é intentada apenas contra o locatário, embora este seja casado e o andar locado seja a casa de morada de família. V - De qualquer modo, mesmo que se entenda que a acção de despejo tem de ser instaurada contra ambos os cônjuges no caso de ter por objecto a casa de morada de família, a não intervenção nessa acção da ora embargante, para além de se justificar pelo facto de ela, à data, já não ser cônjuge do arrendatário, é questão que apenas interessa à acção de despejo e não já aos embargos. | ||
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