Acórdão do Tribunal da Relação do Porto
Processo:
9720763
Nº Convencional: JTRP00021825
Relator: MARIO CRUZ
Descritores: CONDUÇÃO SOB O EFEITO DE ÁLCOOL
SEGURADORA
DIREITO DE REGRESSO
NEXO DE CAUSALIDADE
ÓNUS DA PROVA
Nº do Documento: RP199709309720763
Data do Acordão: 09/30/1997
Votação: UNANIMIDADE
Tribunal Recorrido: T J V CONDE 1J
Processo no Tribunal Recorrido: 282/95
Data Dec. Recorrida: 02/02/1997
Texto Integral: N
Privacidade: 1
Meio Processual: APELAÇÃO.
Decisão: CONFIRMADA A SENTENÇA.
Área Temática: DIR CIV - DIR OBG / DIR RESP CIV.
Legislação Nacional: DL 124/90 DE 1990/04/14 ART1.
DL 522/95 DE 1995/12/31 ART19 C.
DRGU 12/90 DE 1990/05/14.
Jurisprudência Nacional: AC STJ DE 1987/01/06 IN BMJ N363 PAG488.
AC STJ DE 1990/03/03 IN BMJ N395 PAG534.
AC RL DE 1995/10/19 IN CJ T4 ANOXX PAG124.
AC RL DE 1995/10/19 IN BMJ N449 PAG429.
AC RC DE 1993/09/21 IN CJ T4 ANOXVIII PAG37.
Sumário: I - O condutor sob o efeito de álcool para se poder desonerar da obrigação que lhe é exigida pela seguradora a título de direito de regresso, fica penalizado com o ónus da prova da inexistência do nexo causal entre a condução sob o efeito do álcool e os danos que daí resultaram. Ao provar-se que o acidente só se verificou devido a estar o piso escorregadio e o tempo chuvoso, ficou automaticamente excluido que tivesse sido o álcool ingerido pelo condutor do veículo seguro na Autora que estivesse na génese do acidente ou que pelo menos para ele tivesse contribuído, pelo que falece neste caso o direito de regresso invocado pela Autora Companhia Seguradora.
Reclamações: