Acórdão do Tribunal da Relação do Porto | |||
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| Nº Convencional: | JTRP00004930 | ||
| Relator: | FONSECA GUIMARÃES | ||
| Descritores: | DEPOIMENTO DE TESTEMUNHA DEVER DE PRESTAR JUSTA CAUSA ACUSAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA | ||
| Nº do Documento: | RP199205069210294 | ||
| Data do Acordão: | 05/06/1992 | ||
| Votação: | UNANIMIDADE | ||
| Tribunal Recorrido: | T CR PORTO | ||
| Texto Integral: | N | ||
| Privacidade: | 1 | ||
| Meio Processual: | REC PENAL. | ||
| Decisão: | PROVIDO. | ||
| Área Temática: | DIR CRIM - CRIM C/ESTADO. DIR PROC PENAL. | ||
| Legislação Nacional: | CP82 ART402 N2. CPP87 ART131 N1 ART132 N1 D ART283 ART311 N2 A. | ||
| Jurisprudência Nacional: | AC RC DE 1991/01/16 IN CJ ANOXVI T1 PAG91. | ||
| Sumário: | I - O artigo 402, n. 2, do Código Penal, estatui que a recusa a depor ou a prestar declarações é punida criminalmente se for levada a cabo sem " justa causa ". II - A " falta de justa causa " tem de ser preenchida com factos donde a mesma se infira. III - O facto de uma testemunha ( em pleno interrogatório ) se ter levantado e saído porta fora, afirmando que " ele é que sabia " e que não prestava mais declarações, sem ter dado qualquer explicação aceitável para a sua atitude, é por demais demonstrativo da inexistência de " justa causa ". IV - A questão de existência ou não de " justa causa " melhor deverá ser presente a julgamento por via da defesa do que por via da acusação. | ||
| Reclamações: | |||